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O Futuro da Mediação na pauta do Ciclo de Palestras da CACB

O mediador Marcelo Girade apresentou um estudo internacional que define sete chaves para destravar o uso do método no Brasil e no mundo

23 de novembro de 2020 - 10:34

A mediação continua na pauta do Ciclo de Palestras da CACB. Na última quinta-feira (19), Marcelo Girade, sócio-diretor da M9GC Conflict Resolution Training, cofundador do Meeting de Negociação e mediador certificado ICML/IMI, participou da rodada de conversas e falou sobre o Futuro da Mediação no Brasil.

O mediador esclareceu, logo no início, que quando falamos do futuro da prática no Brasil, também temos de abrir os olhos para o mundo, pois o que é feito aqui refletirá lá fora e vice-versa. Para ele, muito já foi feito e pensado no sentido de ampliar a mediação no país, e de tempos em tempos precisamos verificar, na teoria e na prática, o que precisamos fazer para alcançar o objetivo.

Para a apresentação, Girade usou como referência um estudo publicado pelo portal mediate.com, baseado nas sete chaves para desbloquear a era de ouro da mediação no mundo. “Para que possamos entrar numa era de aumento da utilização, conhecimento e apoio à utilização do método”, explicou.

Segundo ele, as chaves seguem como base temas centrais que podem nos ajudar a entender o que vai acontecer daqui para a frente, onde podemos dar ênfase e investir tempo, energia, inteligência, criatividade e recursos para o incentivo à melhor condução do futuro da mediação. Os temas são inspirados na constatação de que a mediação é um excelente modo para: resolver disputas; negociar acordos; gerenciar disputas interpessoais em famílias e comunidades; conceber sistemas para escolas e locais de trabalho; promover a pacificação entre grupos; e a tomada de decisões de políticas públicas nacionais.

As sete chaves

“As sete chaves apresentadas pelo estudo são uma espécie de quebra-cabeça que forma uma visão vibrante e empolgante de como o campo pode melhorar e prosperar dramaticamente”, conta o mediador. São elas:

  • Liderança
  • Dados
  • Educação
  • Profissão da mediação
  • Tecnologia
  • Governo
  • Uso da mediação

“No Brasil, podemos utilizar estas grandes áreas para analisar até onde já chegamos e o que podemos fazer para desenhar um futuro sustentável e que, efetivamente, tenha uma perspectiva promissora para a mediação”, afirma.

O mediador detalhou as perspectivas das sete chaves, uma a uma. No campo profissional, disse que nos próximos anos a discussão vai evoluir. “É uma grande tendência mundial e se coloca como uma das principais condições para que os caminhos da mediação sejam, definitivamente, abertos. Ou seja, a mediação como atividade profissional e não apenas complementar, que não tem definição. Uma discussão que precisa ser feita de maneira séria, ampla, contínua e compartilhada, mas com uma síntese resolutiva sobre esses aspectos” explica.

Para Girade, no entanto, a chave que destravaria e abriria todas as outras sete citadas e da possibilidade de uma mudança legislativa efetiva para ajudar as pessoas a compreenderem como podem resolver seus conflitos de maneira consensual. “A partir daí, efetivamente, as partes poderão decidir se querem ou não seguir aquele caminho. Para mim, não é possível discutir o futuro da mediação no Brasil sem tocar nesse ponto”, conclui.

O coordenador nacional da Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem Empresarial (CBMAE), Eduardo Vieira, foi o mediador da conversa. A palestra completa de Marcelo Girade está disponível no canal do YouTube da CBMAE, clicando neste link.

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