Luiz de Freitas Valle
Político e Jornalista brasileiro. Foi presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, presidente do "Club dos Diários" e corretor de fundos na Côrte do Império.
Quando do movimento abolicionista, usou de seu prestígio no município de Alegrete para conseguir libertar a maioria absoluta dos escravos do município. Por este motivo, foi agraciado com o título de barão de Ibirocaí em 1888.
Francisco Eugênio Leal
Durante muitos anos presidiu a Associação Comercial do Rio de Janeiro. Seu nome e a sua obra o colocaram na vanguarda dos grandes nomes do comércio. Na ACRJ, seu mandato coincidiu com a pandemia de gripe espanhola. Na ocasião, abriu, no saguão da entidade, um posto de assistência, que socorreu centenas de necessitados.
Celebrou com a American Chamber of Commerce um tratado de arbitramento comercial.
José Dias Tavares
Assumiu interinamente a Presidência da Associação Comercial do Rio de Janeiro e da então Federação das Associações Comerciais do Brasil. Em sua gestão, liquidou a dívida que a entidade carioca tinha com o governo federal, decorrido de um empréstimo com o Banco Aliança, em 1889, para a conclusão das obras de sua sede.
Antonio Augusto de Araújo Franco
Sua Diretoria organizou o I Congresso das Associações Comerciais do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, conjuntamente com a Federação das Associações Comerciais do Brasil, entre os dias 18 de outubro e 13 de novembro de 1923.
Esse I Congresso das Associações Comerciais teve como principal consequência a criação do Conselho Superior do Comércio e da Indústria, incluída no orçamento da despesa da União para o ano de 1923. A Vice-Presidência do conselho ficou a cargo de Araújo Franco. O Conselho, que passou a funcionar na sede da ACRJ, satisfez uma antiga aspiração da instituição de transformar o grupo em um órgão de consulta oficial do governo em assuntos comerciais e industriais.
Randolpho Chagas
Foi jurista, comerciante, banqueiro e economista. Encabeçou a junta governativa que dirigiu a ACRJ entre 1926 e 1930. Foi o primeiro presidente do Conselho Superior de Tarifas, instalado no antigo edifício do Tesouro Nacional, na Avenida Passos, no Rio de Janeiro.
Conde Ernesto Pereira Carneiro
Jornalista, empresário e político brasileiro. Foi vice-presidente da Associação Comercial de Recife, fundador do Clube Náutico Capibaribe e introdutor de vários esportes no estado, no início da década de 20.
Mudou-se, em 1914, para o Rio de Janeiro, onde adquiriu a Companhia de Comércio e Navegação e o Jornal do Brasil, onde nomeou Assis Chateaubriand, que viera de Pernambuco, como chefe de redação.
Recebeu em 1919 o título de conde papal, dado pela Santa Sé, ajudando o Rio de Janeiro a enfrentar a gripe espanhola em 1918. Também presidiu, em 1930, a Associação Comercial do Rio de Janeiro.
Serafim Valandro
Integrou a junta governativa que dirigiu a ACRJ entre 1926 e 1930.
Pedro Vivacqua
Assumiu o cargo após a deposição do seu antecessor. Foi presidente da ACRJ de 1933 a 1934.
Raul Mourão de A. Maia
Neto de Teófilo Ottoni, Raul Mourão de Araújo Maia apoiou a Revolução de 1930, ascendendo a diversas comissões governamentais de caráter econômico. Presidiu a ACRJ entre 1934 e 1935, onde se tornou sócio benemérito e foi o responsável pelo projeto de construção de sua sede, o Palácio do Comércio.
José Lourdes Salgado Scarpa
Foi membro do Instituto de Economia da Associação Comercial do Rio de Janeiro, que atuou na organização do I Congresso Brasileiro da Indústria, realizado entre 25 de novembro e 18 de dezembro de 1943.
Manoel Ferreira Guimarães
Ex-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.
João Daudt D'Oliveira
Gaúcho, nascido em 1886, foi industrial, comerciante e político, fundador do Partido Economista, voltado à representação das classes produtoras.
Presidiu a Associação Comercial do Rio de Janeiro. Em 1944, chefiou a delegação brasileira na Conferência Internacional de Negócios em Rye, nos Estados Unidos. Principal liderança a articular a realização da I CONCLAP com representantes da indústria e agricultura.
Foi o primeiro presidente da CNC, fundando o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial e o Serviço Social do Comércio, em 1946.
Carlos Alberto Brandão Martins de Oliveira
Ex-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.
Rui Gomes de Almeida Almeida
(fundador da CACB sendo extinta a federação)
Líder empresarial e escritor. Várias vezes presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro e da Federação das Câmaras Estrangeiras no Brasil. Almeida escreveu várias obras sobre problemas cafeeiros, aos quais estava ligado como exportador.
Foi ele o responsável por transformar a nomenclatura da CACB. Antes Federação das Associações Comerciais do Brasil, passou a se chamar Confederação das Associações Comerciais do Brasil.
José Augusto Bezerra de Medeiros
Ex-deputado, senador e governador do Rio Grande do Norte. Integrou e foi presidente do Conselho Nacional de Economia, da Cia. América Fabril, da Associação Comercial do Rio de Janeiro e da Federação das Câmaras de Comércio Exterior no Brasil.
Antonio C. do Amaral Osório
Presidiu o Conclap, uma associação classista, com o papel particular de agregar diversos grupos sociais e frações da classe dominante, entre elas as frações industrial, comercial e agrícola.
O Conclap liderou uma campanha para demandar “uma justa equiparação, para fins de incentivos, assistência e ajuda oficiais, entre as pequenas e médias empresas comerciais e de serviços com o âmbito industrial”.
Tal campanha foi coroada de êxito com a criação do Centro Brasileiro de Assistência Gerencial à Pequena e à Média Empresa – Cebrae – complementada pelo convênio de 16 de maio de 1973, entre a Associação Comercial do Rio de Janeiro e o Instituto de Desenvolvimento do Estado da Guanabara – IDEG. O Cebrae, no futuro, passou a se chamar Sebrae.
Raul de Góes
Ex-deputado federal pela Paraíba. Como integrante da Associação Comercial do Rio de Janeiro, esteve entre os que apoiaram a instauração do Regime Militar de 1964. Foi conselheiro da Companhia Progresso do Estado da Guanabara durante o governo Negrão de Lima, tendo uma breve passagem pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica no governo do presidente Artur da Costa e Silva.
Pedro Leão Velloso Wahmann
Ex-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro.
Washington Telles da Silva Lobo
Ex-diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro.
Ruy Barreto
Natural de Muriaé, foi presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro e construiu sua marca e consolidou seu nome na cafeicultura e economia brasileira, sendo considerado, por muito tempo, um dos membros mais participativos do Centro de Comércio do Café do Rio de Janeiro – CCCRJ. Pioneiro no trabalho de transformar o grão do café em um produto solúvel, abriu as portas do Brasil para o mundo neste segmento.
Amaury Temporal
Ex-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro e ex-diretor do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), cargo que ocupou durante 20 anos, até sua morte em dezembro de 2015. Devido ao seu destaque como líder empresarial, ao longo da vida recebeu condecorações dos governos do Brasil, da França, do Reino Unido e de Portugal.
César Rogério Valente
Natural de Lages (SC), graduado em Engenharia Civil e especializado em administração de empresas na Alemanha, foi presidente do Grupo Central, da Associação Comercial de Porto Alegre e da Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul (Federasul). Recebeu o troféu "O Vencedor", na categoria comércio, outorgado pela Associação Gaúcha de Atacadistas e Distribuidores, além do título de Líder Empresarial da Região Sul, em pesquisa realizada pela Gazeta Mercantil.
Guilherme Afif Domingos
Entre os diversos cargos que ocupou em uma exitosa carreira, estão o de assessor especial do ministro da Economia, Paulo Guedes, no Governo Bolsonaro; diretor-presidente do Sebrae; ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República; e vice-governador de São Paulo.
Ocupou secretarias de governo do estado de São Paulo e foi presidente da Federação e da Associação Comercial de São Paulo (Facesp e ACSP).
À frente da CACB e do Sebrae, foi o responsável pela mobilização que resultou no Simples e no novo Estatuto das Micro e Pequenas Empresas. Também foi o responsável por reunir as Federações do Sistema CACB, tornando a entidade mais forte e plural.
Joaquim Quintiliano da Fonseca Jr
Assumiu a Presidência da Associação Comercial da Bahia em 1989, onde permaneceu até 1993. Costumava ressaltar que as iniciativas pública e privada deveriam ser parceiras na elaboração de políticas urgentes, incluindo as reformas tributária e trabalhista, além de ser favorável a uma maior aproximação com o Poder Legislativo, realizando, na ACB, reuniões quinzenais com a presença de deputados. Foi o primeiro baiano eleito para a Presidência da CACB.
Luiz Otavio Gomes
O alagoano presidiu a CACB por dois mandatos, sendo, inclusive, convidado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, Tarso Genro, para integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Foi ainda um grande entusiasta das reformas tributária e trabalhista.
Idealizador de várias ações que contribuíram para a consolidação do sistema CACB, como a criação da Revista Empresa Brasil; a reestilização e padronização da logomarca da CACB; a transferência da sede do Rio de Janeiro para Brasília; e a expansão do Empreender para todo o Brasil, tornando-se o maior programa do sistema de apoio às MPEs do sistema.
Alencar Burti
Entrou para o associativismo ainda na década de 60, sendo um dos responsáveis pela fundação da Fenabrave (Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores). Também presidiu a ACSP e a Facesp, durante cinco mandatos (entre 1999 e 2003, 2007 e 2011 e 2015 e 2019), e o Conselho Deliberativo do Sebrae-SP. Foi responsável por grandes decisões no âmbito da ACSP, como a transformação do SCPC na empresa Boa Vista Serviços.
Durante a sua gestão na CACB, conquistou o primeiro lugar do concurso realizado junto ao congresso da ICC – International Chambers of Commerce, na Turquia, em 2007, com o projeto Capacitar Nordeste, na categoria Projetos de Cooperação Internacional. O prêmio deu visibilidade internacional à CACB.
José Paulo Dornelles Cairoli
Foi presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul entre 1992 e 1995; da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) entre 2006 e 2012; da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA); o primeiro presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac); além de membro dos Conselhos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Sebrae (Nacional e do RS). Ao deixar a CACB, foi eleito vice-governador do Rio Grande do Sul.
George Teixeira Pinheiro
Com longa participação no associativismo, assumiu várias funções na diretoria da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agricultura do Acre (Acisa), entidade que presidiu por três mandatos. Também presidiu a Federação das Associações Comerciais do Acre (Federacre). Participou da fundação da Federação do Comércio do Estado do Acre, da qual foi eleito vice-presidente na primeira diretoria.
Durante seu mandato na CACB, trouxe para o Brasil o congresso da ICC – International Chamber of Commerce após vencer o concurso concorrendo com entidades dos EUA, Canadá e Colômbia. Integrou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo federal e foi vice-presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP).
Alfredo Cotait Neto
É formado em Engenharia Civil pela Universidade Mackenzie, com mestrado em Economia e Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É também presidente do Conselho de Administração da Boa Vista SCPC e da Câmara de Comércio Brasil-Líbano. Foi condecorado pelo Itamaraty com o grau de Comendador da Ordem de Rio Branco. É primeiro-suplente da senadora por São Paulo Mara Gabrilli, eleita em 2018. Foi secretário de Relações Internacionais e do Planejamento da cidade de São Paulo. Presidiu a Comissão Normativa de Legislação Urbanística e a Comissão Municipal de Emprego. Como primeiro suplente de Romeu Tuma (PTB-SP), falecido em 26 de outubro de 2010, foi senador da República por SP entre 3/11/2010 e 31/1/2011. Na iniciativa privada, liderou empreendimentos nas áreas de construção civil, mercado de capitais, financeira, hoteleira e hospitalar.
Em seu primeiro ano de mandato na CACB, deu início ao processo de união e fortalecimento da rede de Associações Comerciais de todo o país, ampliou a oferta de produtos e serviços, deu início à nova edição dos projetos Empreender e AL-Invest, firmou parceria com o Sebrae para o projeto Desenvolve Mulher Empreendedora, do CMEC, fez visitas a vários estados e reforçou a atuação política da entidade em diversas frentes.