
Foto: Raphael Gallo
Não é o jovem que não quer saber da política, é essa política que não quer saber do jovem. Foi o que disse o cientista político Marcelo Issa no painel Jovens, sonhos e política, no 5º Fórum Nacional CACB Mil. A afirmação foi feita após a apresentação de uma pesquisa de 2014, que entrevistou mais de 1400 jovens para saber como eles viam e como se envolviam com a política.
“Talvez a grande revelação foi a clareza de que o jovem se envolve com a política através de causas que impactam seu cotidiano”, informou. Issa é um dos fundadores do movimento Transparência Partidária, que se preocupa menos em formar lideranças e mais em abrir o sistema partidário para renovação.

Marcelo Issa, cientista político. Foto: Raphael Gallo
Marcelo se mostrou contra a extinção dos partidos políticos, que para ele, quando fundados, também tinham as boas intenções que têm os movimentos atuais. “Não é possível persistir na democracia sem os partidos políticos”, declarou.
No painel, mediado pelo presidente da Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), Guilherme Gonçalves, a jornalista Mariana Castro trouxe as informações de uma pesquisa que fez em 2012, quando queria entender melhor sobre as pessoas que estavam construindo o trabalho dos sonhos. “Após entrevistas, me dei conta de que estava entrando em um grupo de jovens empreendedores e criativos que tentavam criar negócios inovadores”, contou.

Mariana Castro, jornalista. Foto: Raphael Gallo
Mas é justamente inovação o que está faltando para que os jovens alcancem seus objetivos empreendedores, segundo a painelista, porque é muito difícil empreender criativamente no Brasil. “As pesquisas mostram que estamos inovando pouco na hora de criar um novo negócio. Empreender no Brasil é um ato político”, diz.
Já o quinto vereador mais votado em Porto Alegre-RS nas eleições de 2016 pelo Partido Novo, Felipe Camozzato, contou ao público um pouco de sua trajetória, desde a universidade, passando por um intercâmbio nos Estados Unidos e cargos de liderança dentro e fora do Brasil, até chegar ao empreendedorismo, em 2011, quando fez uma entrevista de estágio e acabou se firmando como sócio.

Felipe Camozzato, vereador. Foto: Raphael Gallo
Segundo Camozzato, um dos fundadores do Partido Novo, a burocracia que enfrentou quando esteve à frente de sua empresa o fez despertar interesse em lutar por um Brasil com mais abertura ao empreendedorismo. “É preciso que algo aconteça para facilitar a vida de quem deseja empreender. É heroico ser empreendedor no Brasil”, declarou.