
Entrevista para a Band News sobre a Reforma Tributária – 7/10/2024
Em uma entrevista de 15 minutos nesta quinta-feira (8) ao canal Band News, o presidente da CACB, Alfredo Cotati Neto, defendeu que o Simples Nacional é um “sistema fiscal simplificado para a micro e pequena empresa e que está sendo desvirtuado na Reforma Tributária”.
Na entrevista, ele explicou que o Simples é derivado de um dispositivo de 1988, os artigos 146 e 179, concluindo, então, que “é um direito constitucional”, e convocou os parceiros – em rede nacional – para defender o regime: “Aos nossos 27 presidentes de federações que estão nos 26 estados e no Distrito Federal, é hora de uma mobilização de conscientização dos senadores para que olhem com muita atenção, com muito cuidado, a questão do Simples”.
Para Cotait, independentemente dos aspectos técnicos, o Simples é um grande Programa Social de inclusão dos micros e pequenos empreendedores que antes estavam na informalidade. “Se não conseguirem continuar no simples, ninguém vai para o complicado, provavelmente vão voltar para a informalidade, o que é uma grande pena porque isso foi um grande ganho para economia brasileira”, explicou.
“Vinte milhões de empresas foram constituídas a partir da formalização dos Simples que foi feita pelo presidente Lula em 2006, então não dá para entender muito o que que é a Receita Federal está querendo e o Congresso precisa olhar isto”, acrescentou o presidente da CACB revelando, ainda, que das 20 milhões de MPEs, 92% estão no Simples e que elas são responsáveis por 70% do índice de empregabilidade do país.
Alfredo Cotait contou sobre os esforços que a CACB fez junto ao Congresso Nacional participando de audiências públicas e propondo emendas. Perguntado sobre outros temas, ele contextualizou as dificuldades das empresas em recuperar os negócios na pós pandemia, falou sobre o impacto da importação da China, e outros temas como a questão dos bets “que estão diminuindo substancialmente a renda para consumir”, dos juros “que subiram ontem e já nos preocupou” e gastos do governo. ”Se for um corte verdadeiro eu acho que pode haver uma grande melhora em 2025”.
Confira aqui a entrevista na íntegra.