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Meio amargo: ovo de Páscoa tem 38,53% de impostos, alerta Associação Comercial de SP

ACSP divulgou lista com levantamento detalhado da carga tributária embutida nos preços de produtos tradicionais da Páscoa; confira

16 de abril de 2019 - 10:04

Ao comprar um ovo de Páscoa de R$ 40, o consumidor paga R$ 24,58 efetivamente pelo produto e mais R$ 15,42 em impostos – a carga tributária do ovo é de 38,53% do preço final. O levantamento da carga tributária embutida nos preços de produtos tradicionais da Páscoa é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O item mais tributado é o vinho importado (69,73%), cujo imposto até supera o valor do produto. Por exemplo, por uma garrafa de vinho de R$ 150 o brasileiro desembolsa R$ 45,40 pelo produto e mais R$ 104,60 em tributos. Já o vinho nacional tem carga menor, mas ainda muito alta, de 54,73%.

Quem for viajar no feriado de Páscoa pagará 36,28% de imposto sobre pacotes de viagens. Já passagens aérea e terrestre (ônibus) têm 22,32% de carga tributária. O consumidor que decidir cozinhar pagará 43,78% de imposto no bacalhau. E o que almoçará fora vai arcar com 32,31% de tributos. A lista foi encomendada pela ACSP ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) e pode ser conferida mais abaixo.

“Os brasileiros precisam se conscientizar de todo esse peso da carga tributária, que, se não fosse excessiva, potencializaria o poder de compra da população e engataria a máquina econômica”, analisa Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Ele comenta sobre o recorde da carga tributária em 2018, de 33,58% do PIB, segundo o Tesouro Nacional. “Isso revela que os problemas da União não estão no lado da receita, que continuam crescendo. Estados e municípios também apresentaram aumento da carga, mas muitos estão sem condições de pagar compromissos básicos, o que mostra que as despesas estão fora de controle e, sem uma reforma da Previdência como primeira medida no sentido de reduzir os gastos, vamos ter cada vez mais dificuldades para atender as necessidades básicas do cidadão e até mesmo pagar o funcionalismo público”.

Fonte: ACSP

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