
Durante a reunião do Conselho da CACB foi apresentada a campanha Eu sou pela micro e pequena empresa. Foto: Trilux
A sede da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em Brasília, foi palco da 3ª reunião do Conselho Deliberativo, nesta terça-feira, dia 16 de setembro. Com a presença do presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, dirigentes debateram temas de relevância para o associativismo, com foco em sustentabilidade, ações estratégicas, monitoramento legislativo e programas em andamento, além de questões administrativas.
O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, deu boas vindas aos presentes e costurou a pauta da reunião, marcada pela apresentação de um plano de ação para os anos de 2025 e 2026 relacionado à Amazônia Legal. “Eu fui à Amazônia para conhecer um pouco mais esse Brasil extraordinário e é impressionante a sua grandeza e importância”, frisou.
No contexto ambiental, Cotait reforçou as oportunidades de negócios e de geração de riquezas. “A Amazônia é extremamente relevante no contexto marítimo, para no escoamento de grãos, além de centralizar o debate em torno do mercado de crédito de carbono”, lembrou o presidente, ressaltando a importância de as associações estimularem o desenvolvimento econômico sustentável, em torno da pauta ambiental.

Dirigentes debateram temas de relevância para o associativismo, com foco em sustentabilidade. Foto: Trilux
Plano de ação – Criado em sua gestão, o Conselho Empresarial da Amazônia Legal e Sustentabilidade apresentou, então, o Plano de Ação 2025/2026. A iniciativa visa fortalecer os bionegócios e as empresas da região, abordando o tema da sustentabilidade sob o prisma das finanças verdes e da bioeconomia. Sustentado pelas orientações oferecidas por Alfredo Cotait Neto, o conselho ainda ampliou o escopo de atenção, oferecendo um retrato da presença de temas como meio ambiente, sustentabilidade e bioeconomia no Congresso Nacional.
De acordo com o levantamento do plano, há 49 projetos de lei (PL) de interesse do conselho em tramitação no Congresso Nacional, de um universo de mais de 4.500 propostas do Poder Legislativo. Destes, 23 foram considerados de alto impacto institucional. Coordenador do conselho, o diretor-secretário da CACB, Marco Cesar Kobayashi, indicou que o acompanhamento dessas pautas é fundamental para a efetiva atuação da CACB e seus associados. “Se não acompanharmos a tramitação desses projetos, os impactos podem ser significativos. Precisamos de um monitoramento adequado”, disse. O novo Marco Legal do Licenciamento Ambiental foi identificado como um tema de alta relevância.
Presente na reunião, a consultora do conselho Marcela Pitombo indicou que “a atuação de grandes confederações como a CACB pode ser determinante para que se conquiste uma legislação não favorável, mas justa, razoável e que traga segurança jurídica para o empresariado”. “Por isso, é mais do que razoável que a gente tenha um plano estratégico de ação a curto, médio e longo prazo, para que possamos trabalhar dentro dessa temática de tríplice relevância, levando em conta a sustentabilidade, o meio ambiente, e a bioeconomia”, completou.
O plano de ação inclui um quadro de recomendações e, entre elas, está a intensificação da atuação estratégica, baseada nas relações governamentais e advocacy junto aos atores chave de cada projeto de lei no Congresso Nacional. Outra recomendação é a atuação na tramitação do Projeto de Lei 3.834/2025, vinculada à Lei Geral do Licenciamento Ambiental. A elaboração e divulgação de posicionamentos técnicos também estão entre as orientações do documento, seguidas da promoção de audiências e reuniões abertas; e de outras específicas com a participação de parlamentares. Por fim, recomenda-se o foco em ações judiciais estratégicas, com o ingresso em ações como amicus curiae.

No contexto ambiental, Cotait reforçou as oportunidades de negócios e de geração de riquezas. Foto: Trilux
O superintendente da CACB, Carlos Rezende, lembrou que a confederação apoia núcleos setoriais e o fortalecimento de Associações Comerciais e Empresariais (ACEs) em todo o país, por meio do programa Empreender, uma iniciativa da CACB em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A busca de soluções sustentáveis conjuntas é reforçada ainda pelo programa AL-Invest Verde, que promove debates sobre sustentabilidade, economia circular e de baixo carbono.
Os presentes ressaltaram a proximidade da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que será realizada em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro de 2025. A escolha de Belém como sede é simbólica, pois a cidade fica no coração da Amazônia, bioma fundamental para a regulação do clima global.
Pauta geral – Na 3ª Reunião do Conselho Deliberativo da CACB, ainda foram debatidas a pauta jurídica, a estrutura, os processos e os serviços da confederação. O setor de comunicação compartilhou a atuação junto ao grupo G50+, conselho formado por presidentes de associações comerciais de todo o país.
A pauta do empreendedorismo feminino também foi apresentada pela presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), Ana Claudia Badra Cotait. A presidente ressaltou que a rede se expandiu para aproximadamente 750 conselhos de mulheres em quase todo o Brasil. O CMEC promove ações e eventos relevantes, como o Women Entrepreneur Forum (We Forum), para inspirar e incentivar o empreendedorismo feminino.
Posse CACB – Durante a 3ª reunião do Conselho Deliberativo, o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, deu posse a dois novos vice-presidentes da confederação. Um deles é Ricardo Anderson Ribeiro, atual vice-presidente na Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP). Com forte atuação no movimento associativista paulista e brasileiro, Ribeiro tem um histórico de envolvimento tanto na FACESP, quanto na Associação Comercial e Empresarial de Presidente Prudente (ACIPP). Outro empossado foi Ramiro (Ramy) Voskocich, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), forte liderança no sistema associativista, defendendo os interesses do setor empresarial em nível nacional e estadual.
Também estiveram presentes na reunião representantes de associações dos estados: Acre (Rubenir Nogueira Guerra), Alagoas (Kennedy Davidson Pinaud Calheiros), Bahia (Clóves Lopes Cedraz), Espírito Santo (Arthur Avelar), Goiás (Márcio Luís da Silva), Maranhão (Felipe Maranhão Mussalém), Minas Gerais (Valmir Rodrigues da Silva), Mato Grosso do Sul (Alfredo Zamlutti Júnior), Pará (José Leonardo Campos Pinheiro), Paraíba (Álvaro Morais de Barros Filho), Paraná (Flávio Gotardo Coelho Furlan), Rio de Janeiro (Robson de Lima Carneiro), Rio Grande do Norte (Itamar Manso Maciel Júnior), Rondônia (Kelly Naahmara Rodrigues Jorge), Roraima (Vaneri Antônio Verri), Rio Grande do Sul (Rodrigo Fernandes de Sousa Costa), Santa Catarina (Elson Otto), Sergipe (Maurício Vieira Sampaio Vasconcelos), São Paulo (Luiz Roberto) e Tocantins (Fabiano Roberto Matos do Vale Filho); além do Distrito Federal (Manoel Valdeci Machado Elias).
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