
Para Cotait, o Brasil não está preparado para discutir esse tema agora e os parlamentares precisam ter esse entendimento e assumir essa responsabilidade
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) manifestou nesta quinta-feira (2) contra a discussão, de forma precipitava, da redução da jornada de trabalho, também chamada de escala 6×1. A entidade chama a atenção para a informação de que governo federal deve enviar nos próximos dias um projeto de lei com regime de urgência como tentativa de caminhar mais rapidamente o tema no Congresso Nacional.
Para a confederação, a manobra do governo vai de encontro ao pleito pelo debate responsável defendido pelo setor produtivo, que pede votação após o período eleitoral. Para a CACB, a postergação garantiria um ambiente de discussão mais racional, técnico e focado no impacto sobre os negócios e sobre o trabalhador.
A CACB esclarece que diferente de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), como o projeto que já está na Câmara dos Deputados, o regime de urgência obriga deputados e senadores a votarem o texto em até 45 dias cada, sob risco de travar a pauta de votações.
“Esse debate é impossível no momento. Será um processo contaminado pela busca de votos, em período eleitoral, sem que se discuta impactos na economia e na geração de empregos, além do prejuízo ao setor produtivo”, reforça o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, líder do associativismo nacional.
Ele enfatiza que é preciso serenidade, valorização do pequeno e médio empreendedor e discernimento para – no momento correto – iniciar o debate. Na avaliação de Cotait, o Brasil não está preparado para discutir esse tema agora e os parlamentares precisam ter esse entendimento e assumir essa responsabilidade. “Impor uma mudança na jornada de trabalho será uma medida nefasta para o Brasil.”
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