1. Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil

  2. 27
Home / Notícias / CRISE

Bolsonaro vai ao STF tratar dos impactos econômicos da Covid-19

O presidente estava acompanhado de empresários, que mostraram preocupação com um possível colapso da economia nos próximos dias, caso não haja flexibilização das medidas de restrição

07 de maio de 2020 - 13:49

O presidente da República, Jair Bolsonaro, acompanhado dos ministros Walter Souza Braga Netto (Casa Civil), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Paulo Guedes (Economia), de parlamentares e de empresários do setor industrial, atravessou a Praça dos Três Poderes em Brasília a pé, nesta quinta-feira (7), para se dirigir ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Presidente Jair Bolsonaro atravessa Praça dos Três Poderes a pé acompanhado de empresários e ministros. Foto: Guilherme Mazui/G1

No Supremo, Bolsonaro se encontrou com o presidente da Casa, Dias Toffoli, em uma audiência para reclamar dos impactos econômicos das medidas restritivas da pandemia da Covid-19. Durante o encontro, Bolsonaro afirmou que assinará um decreto para ampliar a quantidade de atividades essenciais em meio à crise. “Nós devemos salvar a economia porque a economia é vida”, declarou.

O presidente comparou o Brasil a um paciente com duas doenças, na saúde e na economia. Para ele, o efeito colateral do combate ao Coronavírus não pode ser mais danoso que a própria doença e destacou que a crise provocada pelo vírus deixou empresários aflitos em razão do desemprego e de um colapso na economia.

“Chegou a um ponto que a economia fica muito difícil de recuperar. Nós, chefe de poderes, temos que decidir. O Toffoli sabe que, ao tomar decisão, de um lado ou de outro, vai sofrer crítica”, disse Bolsonaro.

Foto: Reprodução Facebook

O ministro Paulo Guedes destacou que, por orientação de Bolsonaro, foi possível preservar vidas e empregos através de diversas medidas. “A economia ainda está pulsando por causa dessas camadas de proteção que nós lançamos. Agora qual a duração desse efeito?”, questionou.

Para o ministro da Economia, talvez os sinais vitais não consigam ser preservados por tanto tempo e que a indústria pode entrar em colapso antes. “Não queremos o risco de virar uma Venezuela”, disse.

Toffoli, por sua vez, disse que a pandemia do novo Coronavírus exigiu medidas restritivas, como o isolamento social, recomendadas pelas autoridades de saúde, entre as quais a Organização Mundial de Saúde. Continuou dizendo que entende a necessidade levada pelos empresários, de retomada da economia, e que é preciso coordenação nesta tarefa, por meio do governo federal, em um diálogo entre os poderes, estados e municípios, sugerindo a criação de um comitê de crise.

“Penso que é fundamental esse trabalho, diálogo, essa coordenação para que nós possamos pensar na retomada. Se for ver, as pessoas já estão saindo as ruas, já está chegando a uma situação que as pessoas querem sair. Uma saída coordenada, é fundamental coordenação com estados e municípios”, afirmou o ministro.

Tags

Deixe seu comentário

Imprensa CACB - Jornalistas Responsáveis

  • Erick Arruda
    erick.arruda@cacb.org.br
  • E-mail geral da imprensa: imprensa@cacb.org.br
    Contato: (61) 3321 1311