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Associações Comerciais vão apoiar programa de doação de cestas básicas

Projeto Prato Cheio para o Desenvolvimento doará alimentos a famílias carentes de cidades com baixo IDH e fomentar o giro da economia local

16 de junho de 2020 - 14:56

As associações comerciais do Brasil vão se tornar importantes agentes de solidariedade e fomento à economia local de milhares de municípios brasileiros com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Tudo isso, graças a uma parceria firmada nesta terça-feira (16) entre a CACB e as entidades responsáveis pelo projeto Prato Cheio para o Desenvolvimento: a Confederação Nacional de Municípios (CNM), o Sebrae, a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).

De acordo com Augusto Barun, consultor da CNM, o objetivo do programa é atender as famílias mais carentes em municípios com menos de 50 mil habitantes e IDH baixo. A ideia é unir solidariedade ao fortalecimento da economia local em tempos de pandemia, já que os produtos doados serão, na medida do possível, adquiridos em micro pequenas empresas da mesma cidade onde serão doados. “As associações comerciais serão um parceiro fundamental para a operacionalização do projeto em cada um dos municípios”, destacou.

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o projeto vai encher o prato dos brasileiros, mas também ajudar microempresas a respirarem durante a crise. “É uma boa união para uma causa muito boa e justa”, disse.

A parceria foi formalizada durante a 2ª Reunião do Conselho Deliberativo da Confederação, ocasião em que os líderes do Sistema CACB puderam conhecer o projeto e concordarem com sua viabilidade. “Entendemos a grandiosidade e a seriedade do programa e aceitamos fazer parte dele. Estamos formalmente no projeto e vamos cumprir a nossa missão”, disse o presidente George Pinheiro.

George Pinheiro, presidente da CACB

Bruno Quick, diretor-Técnico do Sebrae, salientou que a CACB é, sim, uma entidade que, pela sua capilaridade, tem boa noção da realidade de cada região do país durante a pandemia. “Uma instituição fundamental para que tenhamos uma ação com a importância e urgência desta que estamos fazendo”, completou.

O 1º vice-presidente da Conamp, Tarcísio José Sousa Bonfim, lembrou que a medida não é apenas para distribuição de cestas básicas, mas também de convergência e harmonia espiritual. “É uma oportunidade de integrarmos solidariedade e ajuda ao próximo em um momento tão delicado para todos os segmentos da sociedade”, apontou.

Prato Cheio

Augusto Barun explicou como funcionará, na prática, o projeto. Segundo ele, os municípios foram divididos em três grupos, em que todos têm menos de 50 mil habitantes:

  • 30 municípios têm IDH muito baixo
  • 1315 municípios têm IDH baixo
  • 2054 municípios têm IDH médio

Ao todo, mais de 1,2 milhão de famílias devem ser atingidas nos três grupos.

Para operacionalizar o projeto, o Banco do Brasil emitirá um cartão Alelo para a associação comercial responsável pelo município, com o valor calculado para a quantidade de cestas que serão doadas naquela localidade, de acordo com a realidade de preços de cada região. De posse do cartão, a entidade receberá uma lista de fornecedores e dos beneficiários e, sem seguida, fará a compra dos itens e a distribuição das cestas. “Por isso é fundamental a participação das ACEs para a mecânica do projeto”, disse.

Para garantir a lisura do processo, o cartão terá um limite de gastos e vai emitir relatórios que ajudem na prestação de contas, como local, itens adquiridos e valor da compra.

Os valores de custeio do projeto são fruto de doações feitas por entidades parceiras.

“Essa função social que a CACB está assumindo é fundamental para o momento delicado que o país está vivendo”, disse o presidente do Conselho Consultivo da entidade, José Paulo Cairoli.

Jonas Alves, diretor-Financeiro da Confederação, completou: “Apoiamos totalmente a ideia e nos sentimos honrados pelo entendimento de que a CACB, suas federações e ACEs são peça fundamental dentro do contexto desta parceria”.

Piloto

Para iniciar a execução do projeto, os 30 municípios com menores IDH do país foram escolhidos para a fase piloto do projeto, que será colocada em prática nas próximas semanas, em nove estados brasileiros:

  • Acre: Jordão;
  • Alagoas: Inhapi e Olivença;
  • Amazonas: Atalaia do Norte, Ipixuna, Itamarati, Maraã, Pauini, Santa Isabel do Rio Negro e Santo Antônio do Içá;
  • Bahia: Itapicuru;
  • Maranhão: Fernando Falcão, Jenipapo dos Vieiras, Marajá do Sena e Satubinha;
  • Pará: Afuá, Anajás, Bagre, Cachoeira do Piriá;
  • Pernambuco: Manari;
  • Piauí: Assunção do Piauí, Betânia do Piauí, Caxingó, Cocal, Cocal dos Alves e São Francisco de Assis do Piauí;
  • Roraima: Amajari e Uiramutã.

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