
Foto: Mateus Lima
Paulo Cavalcanti, presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), a mais antiga entidade empresarial do Brasil, com 213 anos de história, defendeu com firmeza a criação do Dia Nacional do Associativismo, proposto para o dia 15 de julho, data de fundação da própria ACB. Segundo ele, essa iniciativa é um reconhecimento necessário a um movimento que ajuda a construir o Brasil desde os tempos do Império até a democracia atual.
“Merecemos sim ser reconhecidos pelo dia 15 de julho como o Dia Nacional do Associativismo, pela história, por tudo que a gente faz, por quem construiu o Brasil.”, afirmou Cavalcanti.
Para o presidente, o associativismo não é apenas um modelo organizacional, é uma força vital de transformação e cidadania. “O associativismo é a classe produtiva construindo a nação. Desde o início, fomos nós que assistimos e participamos da transformação do país: Império, República, Constituição de 88… Estamos aqui até hoje. E continuamos a construir.”

Foto: Tauan Alencar
Cavalcanti destacou que um dos grandes entraves ao desenvolvimento do Brasil é a desintegração do associativismo, que se afastou do centro das decisões estratégicas do país. “Essa falta de integração provocou atraso. Basta comparar o Brasil com a China: antes criticávamos seus produtos, hoje ela é uma potência mundial. Lá, houve planejamento com envolvimento da sociedade produtiva. Aqui, nos afastamos”, alertou.
Segundo ele, o Brasil precisa urgentemente resgatar o protagonismo da classe produtiva. “É a união e a integração do associativismo que vão permitir o desenvolvimento que o Brasil merece. Temos tudo, mas precisamos despertar a nossa inteligência cidadã.”
Para Cavalcanti, uma nação efetivamente consciente depende do associativismo e a sociedade organizada. “Não há uma democracia sem o associativismo, não existe democracia que se sustente sem a participação coletiva.”