O volume de vendas no varejo restrito cresceu 2,9% em novembro de 2018, na comparação a outubro, pela série com ajuste sazonal, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o maior para o mês de novembro da série histórica da pesquisa, iniciada em 2000.
A leitura de novembro ficou muito acima da média estimada pelo Valor Data, apurada com 29 consultorias e instituições financeiras, de alta de 1,1% no varejo restrito. Também furou o teto das estimativas, que eram novamente dispersas: de estabilidade a alta de 2,3%.
Por outro lado, o dado de outubro foi revisado para um recuo de 1,1%, resultado pior do que o anteriormente informado pelo instituto (queda de 0,4%). Também houve revisão, na série ajustada, do indicador referente ao mês de setembro, de -1,3% para -0,7%, informou o instituto.
Na comparação a novembro de 2017, o varejo restrito cresceu 4,4%. No acumulado do ano, o setor apresenta alta de 2,5% frente ao mesmo período do ano anterior. Nos 12 meses encerrados em novembro, a alta acumulada chega agora a 2,6%.
O IBGE informou ainda que a receita nominal do varejo restrito cresceu 2,7% na passagem de outubro para novembro, pela série com ajuste sazonal. No confronto com novembro de 2017, essa receita aumentou 8,4%. Carros, motos e material de construção.
Carros, motos e material de construção
O volume de vendas no varejo ampliado — que inclui a comercialização de veículos e motos, além de material de construção — cresceu 1,5% em novembro, na comparação a outubro, feitos os ajustes sazonais.
Consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data esperavam, em média, crescimento de 0,8% no segmento em novembro, na comparação a outubro. As projeções iam de queda de 0,6% a alta de 2,4%.
Quando comparado a novembro de 2017, o volume de vendas do varejo ampliado cresceu de 5,8%. O indicador sobe 5,4% no acumulado do ano e tem alta 5,5% em 12 meses.
Já a receita nominal do varejo ampliado teve alta de 1,4% na passagem de outubro para novembro. Frente a novembro de 2017, essa alta foi de 9,2%.
As vendas de Veículos, motos, partes e peças recuaram 1,3%, ao passo que o volume de venda de Material de construção teve queda de 0,7%.
Fonte: Valor Econômico