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Vendas do varejo paulista caem 4,2% no primeiro trimestre

Entre os destaques da pesquisa ACVarejo está o crescimento do volume de vendas do setor de autopeças e acessórios que, no primeiro trimestre, avançou 2,4% em relação ao mesmo trimestre de 2016

31 de maio de 2017 - 09:52

O volume de vendas do varejo paulista caiu 4,2% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2016, segundo a pesquisa ACVarejo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Já no mês de março, o recuo foi de 3,9% na mesma base de comparação.

O resultado melhorou de um ano para outro ― mesmo que tenha ficado no campo negativo ― já que em 2016 as retrações foram de 9,3% no trimestre e de 13,5% em março (frente a iguais períodos de 2015). “Esse enfraquecimento das quedas pode indicar perda de intensidade da crise econômica e a tendência é de que isso continue nos próximos meses, devido à redução das taxas de juros por parte do Banco Central. Isso dependerá também dos acontecimentos políticos e das reformas estruturais”, analisa Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

De acordo com Burti, entre os principais fatores que podem ter amenizado as perdas neste ano estão a base fraca de comparação, o recuo da inflação e o pagamento das contas inativas do FGTS, que começou em março. Contudo, o cenário do varejo paulista ainda sofre fortes contrações, que podem ser explicadas pelo desemprego, pela redução da renda e pela menor disponibilidade de crédito, situações que minam a confiança do consumidor.

Em alta

Entre os destaques da pesquisa ACVarejo está o crescimento do volume de vendas do setor de autopeças e acessórios que, no primeiro trimestre, avançou 2,4% em relação ao mesmo trimestre de 2016. No período acumulado de 12 meses, a alta foi de 5%. “A recuperação desse setor acontece principalmente porque ele é orientado para as exportações ― e o Estado de São Paulo é o principal polo industrial”, explica o presidente da ACSP. Em março, porém, as vendas de autopeças e acessórios caíram 2% sobre março de 2016.

Também chama a atenção o desempenho das lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, com elevações de 7,9% e de 16,9% no primeiro trimestre e em março, respectivamente (mesma base de comparação). Para a ACSP, o resultado pode ter sido alavancado pelo crescimento das vendas on-line.

Em baixa

Os setores que mais perderam vendas no primeiro trimestre de 2017 sobre igual período de 2016 foram farmácias e perfumarias (-10,7%) e outros tipos de comércio varejista (-8,8%) ― que inclui, por exemplo, combustíveis; lubrificantes; livros, jornais, revistas e papelaria; artigos recreativos e esportivos; joias e relógios.

Regiões

Na mesma base de comparação, a pesquisa aponta diminuição de vendas em todas as regiões do Estado de São Paulo, exceto Jundiaí, que cresceu 2,9% no trimestre e 6,2% em março. Na contramão, as maiores quedas no trimestre foram nas regiões de Presidente Prudente (-9,9%) e Alto Tietê (-8,7%). Em março, os piores resultados foram em Presidente Prudente (-15,5%) e no Litoral (-9,8%).

Sobre ACVarejo

ACVarejo é uma pesquisa elaborada pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, da ACSP, com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e em índices de inflação setoriais extraídos da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Veja a íntegra: Boletim ACVarejo

Acesse a tabela de atividades econômicas

Fonte: ACSP

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