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Tributos, burocracia e política

Primeiro dia do Simpósio Nacional de Varejo e Shopping oportuniza o diálogo entre varejistas, empreendedores de shopping e o Governo

01 de abril de 2017 - 16:44

Resumo dos debates realizados no primeiro dia (31.03) do 2º Simpósio Nacional de Varejo e Shopping, que está sendo realizado em Punta del Este, no Uruguai e que conta com a presença dos presidentes da UNECS, entre eles, o presidente da CACB, George Pinheiro.

Tributos, burocracia e política

 

O primeiro dia de debates do 2º Simpósio Nacional de Varejo e Shopping trouxe vários debates acalorados. Organizado pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), o evento reúne 250 líderes do varejo, empreendedores de shopping e autoridades em discussões sobre temas recorrentes no setor. Já na abertura, o presidente da entidade, Nabil Sahyoun, saudou os presentes e falou sobre o seu otimismo com as conquistas do governo Michel Temer – entre elas, a aprovação da PEC 55, da Lei das Gorjetas e da Terceirização. Pediu o apoio de todos à manutenção da Operação Lava Jato e, também, pressão por parte do empresariado para a aprovação das reformas que estão tramitando no Congresso.

Tributos: reforma necessária

O primeiro painel discutiu os tributos – especialmente o ICMS – e seus impactos no Varejo. Ao deputado Luiz Carlos Hauly, relator da Reforma Tributária, juntaram-se a tributarista Raquel do Amaral; o presidente da CACB, George Pinheiro e o fundador da Petz, Sergio Zimerman.

Hauly comparou o excesso de tributos e taxas à gordura trans e ao colesterol, dois males que precisam ser “cortados da dieta” para manter a saúde – não só das empresas, como da própria economia brasileira. Raquel afirmou que a proposta de Reforma “é a ideal, o sonho de cada tributarista”, disse. Ela alertou, ainda, para outros custos além da alta carga tributária, como o custo do arrecadar e a da extensa cadeia de decisões acessórias.

Sergio Zimerman lembrou que, em outros países, a taxa de 40% sobre a renda ainda é mais barata do que a de 20% praticada no Brasil, “porque em nosso país pagamos os 20% sobre a renda mas temos gastos adicionais com segurança, educação e saúde privada”, entre outros. Pinheiro exclamou, ainda, que 50% de tudo o que é arrecadado com tributos são usados para a manutenção “do grande reinado a que se compara a nossa máquina pública”. E afirmou que uma das maneiras de minimizar essas perdas é com a adoção de tecnologia de ponta a ponta.

Burocracia: parcerias e desestatização para minimizar os entraves

Em seguida, o painel “Os entraves gerados no país da burocracia” reuniu o empreendedor, Eduardo Oltramari; o prefeito de Palmas, Tocantins, Carlos Amastha; o Secretário de Desestatização e Parcerias do Município de São Paulo, Wilson Poit e o presidente da Aliansce, Ricardo Rique. Todos concordam que o se convencionamos chamar de “dinheiro público” é, na verdade, o dinheiro da sociedade – e que o Governo é responsável pela boa administração dele.

Amastha contou que foi empreendedor de Shopping Center e empresário por muitos anos antes de se aventurar na vida pública e que vem obtendo bons resultados à frente do município principalmente pela parceria que conseguiu concretizar com os empresários locais; já Poit anunciou alguns planos da prefeitura de São Paulo, como a concessão do espaço aéreo dos terminais rodoviários para a implantação de shopping populares, praças de alimentação ou outros comércios.

“Quando tiramos da administração pública algumas responsabilidades – como a gestão do Anhembi, do Autódromo, do estádio ou dos cemitérios municipais, em São Paulo – sobram recursos para investimento em saúde, educação, habitação, mobilidade urbana e segurança”, disse Poit.

Modernização Trabalhista

O almoço-debate sobre a Reforma Trabalhista reuniu representantes do Governo, das Centrais Sindicais e do empresariado. Os presentes lembraram da importância do setor varejista para a geração de empregos no Brasil e a lamentaram de a CLT ser antiga e totalmente voltada para a produção industrial. O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, pediu ao relator do projeto, Deputado Rogério Marinho, a inclusão do trabalho intermitente na reforma, a qual o Deputado prefere chamar de flexibilização. “A regulamentação da jornada intermitente pode levar a criação de dois milhões de vagas”, afirmou Solmucci. O presidente do sindicato dos Comerciários e da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, reiterou o apoio ao trabalho intermitente “desde que as empresas respeitem essa jornada ‘part time'”, disse.

O representante do IDV, Marcelo Silva, pediu que a sociedade seja informada sobre a modernização das leis trabalhistas, para que possam compreender os benefícios que essa reforma trará, a curto e longo prazo. “Não adianta o governo gastar dinheiro em publicidade enquanto o cidadão médio não souber, exatamente, o que essa modernização trará”, disse Silva. Marinho reiterou: não haverá prejuízos para os trabalhadores, já que todos os direitos continuarão assegurados. “Nosso compromisso não é com a classe empresarial e, sim, com o país e com o desenvolvimento do Brasil. Mas quem gera emprego é o empresariado e, para que haja condições de gerar empregos é necessário que façamos a nossa parte”, pontuou.

A questão da sindicalização e do grande número de sindicatos existentes no Brasil – aproximadamente 12 mil – gerou algum conflito entre os participantes. Porém, os debatedores concordaram que o trabalho não precisa ser tutelado e que normatizar a relação entre cidadão e sindicato dá segurança jurídica às relações de trabalho. Porém, faz-se necessário rever os sindicatos e a efetiva ação deles – e eliminar aqueles que não representam os trabalhadores.

Novos consumidores e tendências

A Diretora de Varejo, Shopping e Imobiliário do Ibope, Márcia Sola, apresentou as principais tendências para o varejo de agora até 2022. Atenção para os consumidores: os idosos, as crianças e as “minorias” requerem atenção especial. A especialista questionou: “sua equipe de atendimento está preparada para recebe-los? E o seu produto, atende às necessidades deles?”.

Na sequência, o painel “Qual o papel do Shopping no novo cenário de consumo?” abordou, novamente, os consumidores – especialmente os millenials – e o uso da tecnologia, tanto para a realização das compras (o meio digital já representa 4,5% das vendas realizadas no varejo brasileiro) quanto para a gestão do negócio. Cassiano Antequeira (Esperienza), Ronan Maia (Totvs), Glauco Humai (Abrasce), Alexandre Sahyoun (Alshop) e Bruno Giorgni (DNA Shopper) debateram sobre o estudo realizado e apresentado por Paulo Sechees (Oficina Sophia) sobre o tema e abordaram as opções que os shopping centers têm para continuar sendo interessante para os consumidores.

Finalizando o dia, o especialista em varejo, Daniel Zanco (Universo Varejo), falou sobre as notícias alarmistas que decretam a morte dos shopping centers e das lojas físicas nos EUA e conduziu um debate, ao lado de Nabil Sahyoun, entre shoppings e varejistas. “O dia foi muito rico em conteúdo, com intensa troca de informação entre a plenária e os palestrantes”, destaca o presidente da Alshop.

O Simpósio continua no sábado, 1º de abril, com o painel sobre internacionalização de marcas e franquias brasileiras; a apresentação dos CEO´s do Burger King, Polishop e Riachuelo, comentando as ações diferenciadas que tomaram para enfrentar a crise; e o painel da UNECS – representada pelo presidente Emerson Destro (ABAD) e Claudio Conz (ANAMACO) junto com o Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. O encerramento será feito pelo Ministro do STF, Luiz Fux.

Assessoria de Imprensa Alshop

 

 

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