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Situação econômica do Brasil é pauta em live promovida pela Otimiza Brasil

O presidente da Unecs e da CACB, George Pinheiro, foi um dos convidados do bate papo realizado neste sábado (25)

25 de abril de 2020 - 19:39

A Otimiza Brasil promoveu neste sábado uma live para discutir a “Situação econômica no Brasil, as medidas de apoio do governo às empresas e o impacto no emprego”, diante da pandemia do novo Coronavírus. O presidente da Unecs e da CACB, George Pinheiro, foi um dos convidados a falar. Além dele, também participaram Stéphane Engelhard, presidente da Câmara de Comércio e Indústria França Brasil (CCFB) e vice-presidente de relações institucionais do Grupo Carrefour Brasil, e François Legleye, sócio da Kamea Investimentos e ex-vice-presidente executivo do Grupo bancário BNP Paribas.

O CEO da Otimiza Brasil, vice-presidente da União dos Franceses do Exterior e responsável de Lá France au Cœur, Bertrand Dupont, que mediou a conversa, deu início à live falando sobre a relação da França com o Brasil e lembrou que o país europeu tem milhares de empresas e mais de 500 mil postos por aqui.

George Pinheiro comentou as medidas do governo brasileiro, dando destaque à criação do Comitê de Comércio, Serviços, Varejo, Bares e Restaurantes criado a pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes, para aproximar os interesses dos empresários às ações do governo. “Estamos em contato diário e nos reunindo semanalmente para tratar destes assuntos”, informou.

A conversa evoluiu para as medidas de acesso ao crédito, muito elogiada pelos participantes da live, que unanimemente desacreditam na efetiva chegada de recursos a empresas de pequeno porte. “O governo precisa ser mais firme para que os bancos cumpram os acordos que fez com o governo e atenda a todas as empresas. Se isso não acontecer, milhões de empresários, de todos os portes, vão declarar falência após a crise”, opinou Pinheiro.

Para François Legleye, a pequena empresa não vai conseguir ter crédito, porque não tem garantias e não vai conseguir atender às exigências dos bancos. “O mesmo problema está acontecendo na França. O problema não é a questão da linha de crédito, o problema é não conseguir o recurso”, disse.

Segundo Legleye, a Suíça conseguiu resolver este problema ao lançar um programa de crédito de cerca de US$ 20 bilhões, com linhas com prazo de cinco anos para pagamento, além de 0% de juros, mas com risco de crédito 100% do governo. Ou seja, se houver inadimplência, o prejuízo é do Estado, não dos bancos. “Foi a maneira que encontraram de fazer o dinheiro chegar a todos. Apenas é preciso avaliar o risco”, ponderou.

Pinheiro também reconheceu a ajuda de custo que o governo brasileiro está oferecendo à população mais carente como uma das ações mais importantes deste período. “Para nós parece insignificante, mas para quem precisa, foi essencial para evitar que as pessoas não resistissem e acabassem indo para as ruas, depredassem lojas e saqueassem supermercados para conseguirem sobreviver”, disse.

“O governo fez o que deveria, em tempo hábil e com certeza o dinheiro vai ajudar muito, mas precisamos avaliar se será suficiente. Isso vai depender de quanto a crise vai durar”, completou Stéphane

Para a superação da crise, Pinheiro disse que o Brasil precisa criar um plano de salvação das empresas, liderado por Paulo Guedes e Jair Bolsonaro. “Só dessa maneira, com liderança e confiança, voltaremos a exercer a atividade comercial, industrial e de serviços com mais condições”, acredita.

Já Stéphane defende uma união nacional, em que as diferenças políticas sejam deixadas de lado. “Temos um Executivo que está tentando fazer o melhor, mas um Congresso com partido fragmentados e governadores e prefeitos se aproveitando do momento, uma situação bastante difícil e que não ajuda o Brasil em nada”, afirmou.

Assista à live na íntegra:

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