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Seminário com especialistas aponta por que está mais fácil comprar imóveis nos Estados Unidos

Consultores e profissionais da área participaram do seminário “Oportunidades de Negócios nos Estados Unidos”, organizado pela Associação Comercial de São Paulo

13 de junho de 2017 - 14:20

O mercado norte-americano de imóveis de temporada vai superar o faturamento do setor hoteleiro em menos de meia década. Essa é a projeção de consultores e profissionais da área que participaram no seminário “Oportunidades de Negócios nos Estados Unidos”, organizado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) na última sexta-feira (9/6).

Segundo o portal norte-americano Statista.com, a receita no segmento de aluguel de temporada deve totalizar 10,6 bilhões de dólares em 2017 e registrar taxa de crescimento anual (2017-2021) de 6,8%, resultando em um volume de mercado de 13,8 bilhões em 2021.

Foto: Renato Santana de Jesus/ACSP

Carlo Barbieri, CEO da consultoria Oxford Group, fez palestra com o tema “100 Primeiros dias do Governo Trump: uma análise customizada para empresários brasileiros”. A Oxford Group auxilia brasileiros a investir e abrir empresas nos EUA, dando suporte jurídico, legal e tributário. Segundo Barbieri, a eleição de Trump abre boas perspectivas para o investidor brasileiro. “Pense nos Estados Unidos como um país de desafios. Temos um presidente exagerado, mas é um país em que as regras são estáveis, onde o processo democrático funciona com muita participação”.

Durante o encontro, construtoras americanas apresentaram projetos imobiliários para investidores nacionais. No cardápio, casas de três a nove quartos de até 524 mil dólares, financiáveis em até 30 anos.
Os imóveis – todos em Orlando, no estado da Flórida – estão sendo construídos pela Zenodro, fundada pelo cubano-americano Lusant Ordoñez, e pela Neo Florida, do turco Neo Yapi, mostrando que os EUA continuam como berço do capitalismo global. Só no primeiro empreendimento, são mais de 600 casas.

A ideia é que elas sejam geridas como investimentos. A intenção dos idealizadores é que os brasileiros aluguem esses imóveis para turistas, aproveitando os atrativos de Orlando, que é um dos principais destinos dos EUA em função dos megaparques temáticos da Disney.

Nesse contexto, surge a ACO Vacation Homes, uma empresa que há 15 anos atua no gerenciamento de propriedades imobiliárias em Orlando e outras cidades dos EUA com objetivo de gerar lucro para seus proprietários. Foi criada pelos brasileiros Gustavo Lessa, ex-executivo da CVC Brasil, e Antonio Melo, que foi proprietário de 70 unidades da agência. Eles perceberam uma nova tendência no setor de turismo provocada por uma mudança de comportamento das novas gerações que favorecia formas de hospedagem não tradicionais – o mesmo caminho que seguiu, por exemplo, o Airbnb. “As pessoas não querem mais ficar em hotéis, fazer passeios guiados ou conhecer pontos turísticos”, afirmou Lessa.

De acordo com os executivos da ACO, os compradores podem utilizar os imóveis para férias e datas específicas do ano, mas o objetivo principal é gerar retorno sobre o investimento. E é justamente aí que entra a ACO. Aos compradores de unidades nos empreendimentos da Neo Florida e da Zenodro, a empresa garante uma taxa de ocupação de no mínimo 65%, o que seria o suficiente para que o investidor não tivesse que se preocupar com as parcelas do financiamento e ainda tivessem um retorno sobre valor aportado na ordem de 10% ao ano.

Com o imóvel pronto, o comprador avisa à ACO as datas em que pretende usá-lo (caso pretenda usá-lo), deixando os meses restantes para que a ACO administre-o, colocando-o para locação em mais de 100 canais de distribuição, como Expedia, Trivago, Airbn, Hotel.com e outros. A administradora faz um inventário de tudo o que há na casa e, segundo seus executivos, oferece um modelo de negócio mais favorável do que o aluguel tradicional.
De acordo com Lessa, o aluguel tradicional de uma casa de quatro cômodos em Orlando renderia cerca de 1.500 dólares por mês ao dono do imóvel. Se esse mês fosse fragmentado em diversas locações pontuais, o rendimento chegaria a 6 mil.

Mercado para isso existe. Em 2015, Orlando recebeu mais de 60 milhões de turistas. E a cidade não para de investir em infraestrutura e entretenimento. Centros de convenção, resorts, arenas esportivas, trens, uma moderna rodovia e um novo terminal do aeroporto estão previstos para ser inaugurados nos próximos anos. “É uma cidade que quer cada vez mais ser independente da Disney”, disse Lessa.

No evento da ACSP, os interessados ainda puderam tirar dúvidas e conversar com especialistas em todas as áreas envolvidas para a realização do negócio: tributação e legislação americana; declaração de renda e imóvel nos EUA; transferência de dinheiro entre os dois países; detalhes, plantas e fotos de todos os imóveis do portfólio das empresas; números do mercado turístico e imobiliário de Orlando; informações sobre os melhores tipos de visto e sociedade para se abrir uma pessoa jurídica nos EUA.

Fonte: ACSP

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