
Com uma imensa extensão territorial, quase 9 milhões de habitantes, sendo a segunda maior unidade da Federação e maior que toda a região sudeste do País, o Estado do Pará é, ainda, um grande desafio para o aproveitamento de toda a potencialidade de seu bioma. Tem grande parte de seu território coberto pela maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, e seus 144 municípios, onde nota-se uma baixa densidade demográfica, relativando – se com sua grandiosidade territorial
Neste cenário, em busca de alternativas que permitam ações e investimentos para o pleno desenvolvimento sócio econômico regional, a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Pará (Faciapa) iniciou em Capanema, na quinta feira (02/05), o primeiro de uma série de encontros de trabalho com as associações comerciais e empresariado dos setores produtivos daquela região.
Um amplo debate para oferecer ao governo estadual, após os cinco workshops programados, um documento que será embasado nas sugestões e estudos regionais, ouvindo as lideranças empresariais, visando romper os entraves que emperram o desenvolvimento dos municípios e das regiões do estado.
A infraestrutura logística, a indústria de transformação e implantação de tecnologia digital para processamento de dados e investimento na economia criativa entre os pólos regionais dominaram os debates deste primeiro Workshop Regiões, que tem o apoio do Sebrae, da Fecomércio – PA/Sesc-Senac e da Aspeb Benefícios.
Região de intenso comércio de varejo e serviços em suas cidades pólos, de forte exportação do pescado, exponencialmente emergente para o turismo por sua extensa faixa litorânea na amazônia azul brasileira e suas rotas programadas, o nordeste paraense busca aprimorar sua capacidade produtiva além da exploração do minério da bauxita, insumo para a indústria do alumínio, tanto quanto de suas indústrias de base florestal em seu pólo moveleiro e a pecuária de corte e laticínio.
Para o presidente da Faciapa, Fábio Lúcio, para o nordeste, que apresenta estruturalmente uma possibilidade de êxito a médio prazo, este foi o primeiro passo, a primeira boa conversa para que se encontre as alternativas de desenvolvimento das regiões paraenses. “Historicamente, sempre que chamados, o setor produtivo, em todas as suas peculiaridades, sempre se colocou à disposição para contribuir. O que temos, nos sinaliza o rumo que devemos seguir. As regiões paraenses podem e querem mais. Vamos agora a Santarém, na região do Oeste paraense, no próximo 23 de maio”, informou.
Fonte: Faciapa