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Primeira plenária do #11WCC aborda o multilateralismo como facilitador de negociações

Revolução digital, papel das câmaras de comércio e tensão China X EUA são pautas no #11WCC

12 de junho de 2019 - 16:14

Rupturas na ordem geopolítica acarretam mudanças na arquitetura institucional. As estruturas de poder se modificam à medida que os líderes das potências mundiais tomam decisões. Diplomacia e multilateralismo podem mudar definitivamente os rumos de tensões entre a China e os Estados Unidos, por exemplo.

No atual contexto, no qual as abordagens tradicionais são desafiadas e a ordem geopolítica é substituída por um modelo emergente da revolução digital e marcado pela Indústria 4.0, a arquitetura institucional global enfrenta o seu maior desafio dos últimos 50 anos. Ao passo que a credibilidade das instituições perante o público diminui drasticamente, segundo uma pesquisa global que revela que apenas 15% da população em geral acredita que o sistema atual está funcionando, deve-se repensar qual o papel dos líderes empresariais nesse cenário de rupturas e novos caminhos.

A plenária que inaugurou o 11th World Chambers Congress teve como tema “Um mundo disruptivo: Abrindo novos caminhos para um futuro compartilhado” e contou com a palestrante Arancha González, diretora executiva da Organização Mundial do Comércio (OMC); o presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Federação Russa, Sergey Katyrin; o diretor-geral adjunto da OMC, Alan Wolff; o secretário geral da ICC China, Jialong Yu; e secretário especial do Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo. O moderador do debate foi John W.H. Denton AO, secretário geral da International Chamber of Commerce (ICC).

Arancha Gonzalez falou sobre as três revoluções simultâneas com que os governos, empresas e cidadãos lidam nos dias de hoje: “Primeiro a revolução digital, que está mudando nosso jeito de comercializar, nosso jeito de trabalhar. Um dia, recentemente, fui a uma conferência onde Sofia, uma robô, estava fazendo o discurso. Então pode ser que meu trabalho seja substituído em breve. É isso que a revolução digital está fazendo com nosso tecido econômico. Muitos trabalhos surgirão, mas muitos desaparecerão também”, prospecta. “A segunda revolução é social, causada pela insegurança econômica, que abala todos acerca de suas próprias perspectivas. A terceira revolução é ecológica. Estamos descobrindo que o planeta tem limites. Por isso fico feliz em ver a ICC empenhada no combate às mudanças climáticas e à degradação ambiental”. Gonzalez sintetiza como trabalhar as três revoluções como um todo pode ajudar na restauração da confiança nas instituições: “Esse é o trabalho que devemos fazer em conjunto: criar economias mais sustentáveis”.

Arancha González, diretora executiva da OMC

Jialong Yu agradeceu à ICC e à WCF pelo convite ao evento e parabenizou a CACB pela organização de um congresso desse porte. Em seguida, falou sobre as tensões de negociação entre a China e os Estados Unidos, e como o multilateralismo pode influenciar no contexto de tensão entre os dois países: “Muitos se perguntam quais medidas as empresas na China estão tomando para se ajustar à situação atual. Eu posso afirmar que as companhias chinesas estão explorando novos mercados. O histórico de abertura da China tende a aumentar em prol da criação de um ambiente mais amigável de negócios. Vamos criar um vasto campo de possiblidades de negócios, que inclui os Estados Unidos”. O secretário geral finaliza: “A comunidade de negócios deveria assumir mais responsabilidades do que nunca, especialmente em atuar ativamente na mudança dos valores globais”.

Sergey Katyrin ressaltou a importância do trabalho desempenhado pelas entidades de representação empresarial: “Câmaras de comércio estão tornando o desenvolvimento global mais previsível e sustentável nesses tempos de mudança”.

Alan Wolff, da OMC, citou o G20, grupo que agrega as 19 maiores economias mundiais e a União Europeia, como um primeiro passo para se reconstruir a confiança no mundo da negociação: “Tem que haver mais justiça no mundo dos negócios. Uma restauração de confiança. O G20 é um bom lugar para se iniciar isso”.

Marcos Troyjo falou sobre o papel da tecnologia da informação no mundo disruptivo e defendeu o multilateralismo como um instrumento para conseguir resultados práticos nas relações internacionais. Ele citou também a tendência ao ciclo de “reglobalização” que o mundo vive e como o Brasil deve se preparar para essa etapa: por meio da abertura da economia. Os “países que emergem são aqueles que se adaptam e se moldam aos ciclos de globalização”, afirmou Troyjo.

Marcos Troyjo, secretário especial do Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia

Congresso

O #11WCC reúne cerca de 1000 participantes de 100 países, no Windsor Convention & Expor Center, no Rio de Janeiro, entre 12 e 14 de junho. Saiba mais em www.worldchamberscongress.org.

 

Por Joana de Albuquerque da Assessoria de Comunicação do #11WCC

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