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Pandemia exige capacidade de negociação dos pequenos negócios que atuam no exterior

Na exportação, alguns segmentos encontram dificuldade para encontrar mercado. Prejuízos para os importadores são causados pela alta dos preços de insumos e da cotação do dólar

30 de abril de 2020 - 10:35

Os impactos da crise causada pelo novo coronavírus são observados em escala global. Depois de desestabilizar o mercado na China, a pandemia avançou com força pela Europa e agora, atinge em cheio os EUA. No Brasil, o cenário de incertezas gerado pelo avanço da doença trouxe prejuízos para os pequenos negócios que atuam no mercado internacional. A alta do preço dos insumos e da cotação do dólar, bem como a dificuldade de alguns segmentos exportadores de encontrar mercado para itens de consumo considerados não-essenciais, exige dos empreendedores uma elevada capacidade de negociação com clientes e fornecedores.

Para os pequenos negócios importadores, a falta de insumos é uma das maiores preocupações, em especial para as empresas que atuam na indústria de base tecnológica. Segundo o analista de Competitividade do Sebrae, Gustavo Melo, a melhor forma de enfrentar o problema é negociar prazo, preço e entrega com fornecedores com os quais já existe um relacionamento bem estabelecido. Outra dica é procurar novos parceiros e ofertas nas plataformas de marketplaces, buscando simultaneamente fornecedores do produto no mercado nacional.

De acordo com Gustavo, o momento exige muita conversa e negociação com os clientes e fornecedores para entender a realidade e analisar as condições para as agendas comerciais. “É preciso planejamento, revisão dos processos, avaliação da demanda/oferta e principalmente verificar como vai ficar seu fluxo de caixa, uma vez que a operação de comércio internacional tende a ser mais longa e requer recursos antecipados”, analisou.

Segundo estudo do Sebrae feito em 2019, mais de 40% das empresas exportadoras brasileiras são micro e pequenos negócios e foram responsáveis por vendas externas no montante de US$1.239 milhões (em 2018). Desde o início do avanço da pandemia, o Sebrae tem disponibilizado uma série de conteúdos específicos para apoiar as micro e pequenas empresas que atuam no mercado internacional, abordando temas relacionados à gestão, mercado, inovação/tecnologia.

Além disso, a instituição tem participado ativamente na construção de uma agenda com parceiros, como Ministério da Economia, APEX, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), dentre outros, para promover ações de inteligência de mercado e de aproximação comercial, como rodadas de negócios virtuais, por exemplo. O Sebrae também oferece consultorias online para os empresários interessados, dentre outros canais de atendimento virtual.

Resolução elimina impostos

Na quinta-feira (16/04), o Governo Federal, por meio da Câmara de Comércio Exterior, do Ministério da Economia, anunciou que foi zerada a alíquota do Imposto de Importação de equipamentos de proteção e higiene, como vestuário unissex de proteção, máscaras de papel/celulose, sacos de eliminação de resíduos de risco biológico, dentre outros itens. A medida faz parte de um conjunto de ações que vêm sendo adotadas pelo Brasil no enfrentamento à pandemia da Covid-19.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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