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“Não vamos abrir o país ao comércio global de uma vez só”, diz Guedes em evento da ICC

Há uma 'guerra' envolvendo o meio ambiente, disse. E protecionismo 'disfarçado' de práticas sanitárias. 'Temos que ter igual atenção às práticas tarifárias quanto às barreiras', disse o ministro da Economia

23 de novembro de 2020 - 18:56

Foto: Jorge William/Agência O Globo

“Somos liberais, mas não somos trouxas”, disse há pouco o ministro da Economia, Paulo Guedes, no evento “O Brasil quer Mais”, promovido pela International Chamber of Commerce Brasil (ICC), ao falar da inserção internacional do Brasil. “Não vamos chegar agora e de repente abrir a economia de uma vez só, e abrir tudo de surpresa.”

Há uma “guerra” envolvendo o meio ambiente, disse. E protecionismo “disfarçado” de práticas sanitárias. “Temos que ter igual atenção às práticas tarifárias quanto às barreiras.”

A covid-19 tornou o governo ainda mais cuidadoso na abertura do comércio, disse. Ele ressaltou que tem dito aos empresários que a abertura deve ser feita de forma segura.

O ministro afirmou que, no primeiro ano, o foco foi a redução de gastos. “Jogamos na defensiva”, disse. Agora, o plano é partir para o ataque. Por exemplo, fazendo privatizações.

Para Guedes, o governo falhou ao não reduzir as tarifas no comércio internacional, assim como falhou ao não fazer privatizações.

“Não reduzimos as tarifas”, disse. “Falha nossa também, da mesma forma que nem fizemos a privatização.”

O corte tarifário pode vir com a reforma tributária, disse o ministro. “Não me preocupou tanto avançar nas tarifas”, admitiu. Mas esse é um processo que precisará avançar quando o país ingressar na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Mas tem coisas que dependem da política”, disse. E não é possível mexer em qualquer tarifa, pois essas dependem de acordos internacionais.

O Brasil no mundo

O comércio foi o que tirou 3,7 bilhões de eurasianos da miséria, disse Paulo Guedes ao ser questionado sobre a inserção internacional do Brasil.

Ele comentou que a China mergulhou num experimento socialista, apertado pela revolução cultural. Depois, iniciou pequenos experimentos com o capitalismo, pois as empresas estatais não estavam funcionando. O governo chinês começou, então, a flexibilizar.

Não foi o planejamento central que tirou a China da miséria, e sim o comércio, disse o ministro, citando o livro “Como a China se Tornou Capitalista”.

Agronegócio

O governo tem a visão de que é preciso passar da produção agrícola para o agronegócio, disse Guedes.

A indústria deverá ter impulso também com a aprovação de novos marcos regulatórios, como o do gás natural e da cabotagem. “Vamos reindustrializar a costa brasileira”, afirmou.

A abertura do mercado de cabotagem, que terá impacto positivo nos custos de logística das empresas brasileiras, é uma exigência da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), disse o ministro. O projeto de lei que trata dessa alteração está na Câmara dos Deputados.

Fonte: Valor Econômico

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