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Na Associação Comercial de SP, Doria diz que desestatização é única alternativa para o Brasil crescer

Segundo o pré-candidato ao Governo do Estado de São Paulo pelo PSDB, no Brasil não é fácil falar de desestatização ou de programas que impliquem em um Estado menor, enxuto e eficiente

24 de abril de 2018 - 10:30

O pré-candidato ao Governo do Estado de São Paulo pelo PSDB, João Doria, realizou palestra nesta segunda-feira (23) na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), durante reunião do Conselho Político e Social (COPS) da entidade, coordenado pelo ex-senador Jorge Bornhausen. O tema da exposição de Doria foi “Gestão pública: um programa liberal e inovador”. Ele fez um balanço de sua gestão enquanto prefeito da capital paulista e defendeu a desestatização.

Segundo ele, no Brasil não é fácil falar de desestatização ou de programas que impliquem em um Estado menor, enxuto e eficiente. “Porém, eu não tenho nenhuma dificuldade em defender isso. Primeiro, porque sou um liberal, por formação e por princípios e, depois, porque eu acredito que é a única alternativa que o Brasil, que os municípios e os governos estaduais podem ter para valorizar e apostar no crescimento econômico e no desenvolvimento social”.

O ex-prefeito disse que, durante sua gestão, a Prefeitura lançou 62 projetos de desestatização, sendo “o mais vigoroso programa de desestatização que um município brasileiro já fez na sua história”.

Doria afirmou que quer “Manter o alinhamento de um governo correto, transparente e decente, como foi o governo do Geraldo Alckmin, e modernizá-lo. Colocar mais vetores liberais para colocar o Estado na sua dimensão, que é a dimensão da sua eficiência absoluta. Estado bom é Estado menor”.

Ele defendeu a desestatização de ferrovias, rodovias, hidrovias, aeroportos e parques de São Paulo, começando pelo Ibirapuera. “Essa é a visão liberal, e coloca o Estado focado onde ele é essencial: em políticas sociais e como indutor de investimentos”.

“O que mais me impactou na prefeitura foi a burocracia. É o que representa o pior comportamento. Chega a ser ridícula e no fim da linha quem perde é o cidadão”, disse o pré-candidato ao executivo paulista. Segundo dados apresentados por ele, 75% dos processos da prefeitura estão digitalizados. Até outubro, 100% serão digitais. “São Paulo foi a primeira cidade do Brasil a ter o Diário Oficial digital. Gastávamos R$ 12 milhões por ano só para imprimir, fora o custo da distribuição, logística”.

“Ao longo de 15 meses, o que fizemos foi cumprir com o nosso programa de governo. Uma das grandes lições do setor privado é o trabalho em equipe. Trabalhar em equipe é o que executivo moderno e competente faz em suas empresas e foi exatamente isso que fizemos na Prefeitura de São Paulo com um bom time, uma boa estrutura e o compartilhamento de todas as decisões. É isso que vamos fazer também no Governo do Estado”, ressaltou Doria.

O palestrante reforçou que sua gestão conquistou economia para os cofres públicos, como R$ 800 milhões com cortes de custeio da máquina pública; R$ 350 milhões com revisão de contratos de aluguéis e prestadores de serviços; devolução ou venda de 1.400 veículos oficiais; e 32% de cortes de cargos em comissão.

“Daremos espaço também para outros candidatos, porque debates assim são de suma importância para os nossos associados e o público”, declarou Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo. Estiveram presentes Alfredo Cotait, vice-presidente da ACSP; Adriana Flosi, presidente da RA7/Campinas/Facesp e vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Campinas ACIC); Guilherme Campos, presidente da ACIC; Walter Ihoshi e Heráclito Fortes, deputados federais.

Fonte: ACSP

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