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Minas Gerais é o segundo estado que mais gera empregos na economia criativa

Estudo inédito do P7 Criativo mostra o panorama do setor no Brasil, com foco em quatro grandes grupos de atividades

26 de outubro de 2018 - 10:54

Imagem: Tulio Filho

Doze em cada 100 negócios da economia criativa no Brasil estão em Minas Gerais. São mais de 63 mil empresas, a grande maioria de micro e pequeno porte. O estado é o segundo do país em geração de empregos no setor, com mais de 457 mil pessoas ocupadas nas diversas atividades da economia criativa. Os dados são de um estudo inédito realizado pelo Observatório do P7 Criativo – Agência de Desenvolvimento da Indústria Criativa de Minas Gerais, divulgado nesta quinta-feira (25/10), em Belo Horizonte.

Em todo o Brasil, são 526.647 empresas que atuam na chamada economia criativa, considerada o quarto setor da economia tradicional. Ela abrange um extenso leque de negócios baseados no capital intelectual, na inovação e criatividade. Grande parte das produções do setor, inclusive, estão sob proteção do direito de propriedade intelectual.

O estudo do P7 Criativo se baseou na abordagem proposta pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), que distingue três tipos de criatividade: artística, científica e econômica. As atividades incluídas no levantamento mineiro se dividem em quatro grupos: Mídia, Cultura, Criações Funcionais e Tecnologia e Inovação.

Tanto no Brasil quanto em Minas Gerais, o grupo Cultura – que inclui atividades artísticas, de gestão do patrimônio cultural e gastronomia – lidera a geração de empregos na economia criativa, com 51 e 54% dos postos de trabalho no setor, respectivamente. O grupo Criações Funcionais, que abrange os segmentos de arquitetura, publicidade, design, moda e fabricação de móveis, aparece em segundo lugar no total de empregos no setor. A proporção é de 28,4%, no Brasil, e de 30,3% em Minas Gerais.

Apesar de aparecerem na terceira posição no ranking de geração de empregos na economia criativa nacional, as empresas do grupo de Tecnologia e Inovação são as que melhor remuneram seus profissionais. Para se ter uma ideia, o salário médio pago pelo setor no Brasil, em 2016, era de cerca de R$ 5,1 mil. Em Minas Gerais, o salário médio do setor era próximo de R$ 4,3 mil.

As mulheres são maioria entre os trabalhadores da economia criativa no Brasil (50,02%) e em Minas Gerais (52,5%). Mas não há novidade nesse setor em relação ao quadro nacional: a média salarial delas é menor que a dos homens em todos os grupos pesquisados, inclusive nos de Cultura e Criações Funcionais, nos quais há predominância da participação feminina.

Um lugar ao sol

Há sete anos no mercado, a produtora de audiovisual Ovelha Negra é um dos empreendimentos residentes no P7 Criativo. A empresa está sob a gestão de Claudio Gonçalves, 33 anos, desde 2016. Advogado de formação, Claudio entrou para o mercado de audiovisual quando cursava uma pós-graduação em produção e política cultural. “ Um amigo me fez a oferta de compra da Ovelha e eu topei”, lembra.

De lá pra cá, a pequena produtora vem se adaptando às diversas mudanças experimentadas pelo mercado de comunicação com o avanço das tecnologias digitais. A empresa, que já teve sede própria e uma equipe de 15 colaboradores, optou por uma estrutura mais enxuta. “O preço dos serviços de audiovisual caíram drasticamente e tivemos que nos adequar”, conta Claudio.

Há dois anos, o empresário aderiu ao coworking e passou a ocupar uma estação de trabalho no P7 Criativo. Hoje, com nove colaboradores, sendo três no regime CLT e os demais prestadores de serviço, a Ovelha Negra atende clientes em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

Mais que reduzir custos, Claudio considera que a opção pelo coworking possibilitou maior flexibilidade à empresa e melhor qualidade de vida aos colaboradores, que podem trabalhar home office. Apesar de prever queda de 10% no faturamento deste ano, o empresário está otimista com o mercado. “A Ovelha Negra está se transformando em uma empresa de tecnologia”, adianta. O projeto de uma plataforma de serviços audiovisuais da empresa já está em teste, um novo modelo de negócio focado em atender as necessidades dos clientes.

A Metropole4, também residente no P7 Criativo, já nasceu dentro do espírito do mercado conectado. Criada há seis meses, reúne quatro sócios com expertises distintas: moda, tecnologia da informação e design. É uma startup de influenciadores digitais e modelos, com um trabalho totalmente embasado em tecnologia. “Temos um sistema que nos permite buscar, em qualquer lugar do Brasil e do mundo, o influenciador digital adequado às necessidades de cada cliente”, afirma Edson Rocha, 29 anos, sócio majoritário da empresa.

No ramo de modelos, o diferencial da empresa é o de selecionar profissionais “com alto índice de influência e engajamento”. A proposta já garantiu à startup modelos confirmados na próxima edição do Minas Trend Preview, que começa no final deste mês. Os bons resultados já alçaram a Metropole4 à condição de pequena empresa. Nos últimos três meses, a startup, que começou com apenas um cliente e agora tem 32, experimentou um aumento de 300% no faturamento.

O relacionamento com os clientes é prioridade para os sócios da Métropole4, que hoje trabalham com prestadores de serviço de acordo com as demandas, mas já avaliam contratar. “Estamos em um momento muito bom e temos condições de crescer”, diz Edson. O empresário conta que estar no P7 foi decisivo para a expansão dos negócios. “O espaço é um modelo de coworking diferenciado, com custos mais baixos e oportunidades de relacionamento. Várias empresas residentes são nossas clientes”, comemora.

Sobre o P7 Criativo

Inaugurado em 2016, o P7 Criativo funciona em sede provisória no bairro Cruzeiro, em Belo Horizonte. As empresas residentes no espaço pagam valores mensais por estação de trabalho e passam a usufruir, sem custos adicionais, de toda a estrutura física do P7, além de acesso aos conteúdos de mentoria, capacitação e outros serviços ofertados pelas organizações fundadoras: Fiemg, Sebrae Minas, Codemig e Fundação João Pinheiro.

Para se instalar no P7 Criativo, os empreendedores aderem a uma das modalidades de contrato, mensal, semestral ou anual. As opções são flexíveis, para apoiar os negócios em sua fase inicial. Atualmente, 30 empresas estão instaladas no espaço, que tem vaga para receber novos empreendimentos. Os interessados em participar do projeto podem buscar informações no site www.p7criativo.com.br ou no blog www.p7criativo.com.br/conteudos.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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