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Mercado reduz estimativa de alta do PIB em 2019 e revê crescimento para 1,70%

É a nona semana consecutiva em que o mercado reduz previsão de crescimento da economia. Por outro lado, expectativa de inflação para este ano permaneceu estável em 4,01%

29 de abril de 2019 - 09:41

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Os economistas das instituições financeiras reduziram marginalmente a sua estimativa para o crescimento da economia neste ano – que passou de de 1,71% para 1,70%. É a nona queda consecutiva do indicador.

A previsão consta no boletim de mercado, também conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central (BC). O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

O início das revisões para baixo na expectativa de crescimento do mercado financeiro para o PIB deste ano começou após a divulgação do resultado do ano passado – quando a economia avançou 1,1%.

Recentemente, o próprio Banco Central estimou uma expansão de 2% para a economia brasileira neste ano. Na última revisão do orçamento, o Ministério da Economia projetou um crescimento de 2,2% para 2019.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado financeiro para expansão da economia permaneceu estável em 2,50%.

Os economistas dos bancos também não alteraram a previsão de expansão da economia para 2021 e para 2022 – que continuou em 2,5% para os dois anos.

Inflação

Para 2019, os economistas do mercado financeiro mantiveram a expectativa de inflação estável em 4,01%. A meta central deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2020, o mercado financeiro manteve em 4% a estimativa de inflação – em linha com a meta central, de 4% para o próximo ano. No ano que vem, a meta terá sido oficialmente cumprida se a inflação oscilar entre 2,5% e 5,5%.

Outras estimativas

Taxa de juros – O mercado manteve em 6,5% ao ano a previsão para a taxa Selic no fim de 2019. Esse é o índice atualmente em vigor. Com isso, o mercado segue prevendo juros estáveis neste ano. Para o fim de 2020, a previsão continuou em 7,5% ao ano. Desse modo, os analistas continuam prevendo alta dos juros no ano que vem.

Dólar – A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2019 permaneceu em R$ 3,75 por dólar. Para o fechamento de 2020, recuou de R$ 3,80 para R$ 3,79 por dólar.

Balança comercial – Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2019 ficou estável em US$ 50 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit permaneceu em US$ 46 bilhões.

Investimento estrangeiro – A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2019, subiu de US$ 81,89 bilhões para US$ 82 bilhões. Para 2020, a estimativa dos analistas passou de US$ 83,38 bilhões para US$ 84,68 bilhões.

Fonte: G1

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