
O presidente nacional do União Brasil e pré-candidato à Presidência da República pelo partido, Luciano Bivar, destacou a importância de um plano de governo atencioso à retomada da economia e firmou seu compromisso, uma vez eleito, em aprovar uma reforma tributária consistente e com imposto único. “Eu posso sonhar que, no primeiro dia de governo, se formos eleitos, entraremos imediatamente com uma proposta para reforma tributária. E tenho certeza que no primeiro ano de governo aprovaremos isso”, afirmou.
Bivar deu as declarações na manhã desta segunda-feira (25/7), no Ciclo de Debates com Pré-Candidatos à Presidência da República, promovido pelo Conselho Político e Social (Cops), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e a Facesp.
Na reunião, que foi conduzida pelo ex-deputado federal e coordenador do Cops, Heráclito Fortes, o pré-candidato ao cargo de chefe do Executivo falou ainda sobre a polarização no país e como essa narrativa, tanto da esquerda, como da direita, tem prejudicado o Brasil. “É terrível o que estamos vivendo hoje. As pessoas estão tóxicas com aquilo [a polarização]. E eu fico muito preocupado”, revelou. Após a crítica, Bivar destacou que sua candidatura é sólida e vem com um projeto econômico consistente para a recuperação da conjuntura do país e com retorno da saúde do ambiente de negócios.

O presidente do União Brasil defendeu ainda que, em seu plano de governo, está prevista a criação de três conselhos propositivos: um para tratar de temas ligados à Justiça; um para matérias tributárias; e outro para política. “Aí você vai ouvir a sociedade. A gente precisa de um conselho tributário para que não tenhamos um comércio sendo surpreendido por uma Medida Provisória estapafúrdia. Pode ficar certo de que a sociedade civil será ouvida através dos seus conselhos representativos”, afirmou.
Diante do setor empresarial, Bivar colocou como prioridade a realização de uma reforma tributária. Segundo ele, essa mudança traria não só competitividade comercial a nível internacional para as empresas, como combateria a alta inflação no país e impulsionaria a economia. “O projeto de simplificação tributária é nosso principal programa para destravar o país, com a alíquota de um imposto único em 1,8%, substituindo 7 tributos. O custo Brasil é muito caro para competirmos no mercado internacional”, observou.
Além disso, o Luciano Bivar deu ênfase à importância de se pensar a reforma Tributária, considerando o avanço tecnológico e a digitalização dos processos. “O digital é a dádiva. Agora é mais imperativo ainda que a gente faça [a reforma Tributária] dessa forma. Estou convicto de que a gente será pioneiro no mundo inteiro com relação a isso”, completou.
Governabilidade
Questionado sobre as peculiaridades do orçamento e a escalada do poder Legislativo no comando desses recursos e o impacto na governabilidade, Bivar relembrou da sua participação na aprovação da reforma previdenciária e confirmou que continuará com poder de negociação no Congresso. “Nossa meta no início do governo era a reforma da Previdência. Eu fui o primeiro a juntar todas as lideranças e dizer para votarmos a favor do tema. Já no primeiro semestre, nós o fizemos”, apontou. “E vamos ter força. Vamos fazer mais de 60 [deputados] federais, 10 senadores e, no mínimo, 7 governadores”, completou, ao sugerir que o União Brasil é capaz de implementar mais reformas.
A senadora Soraya Thronicke (União-MS), também participou do evento.