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Ligeira melhora em dados nas MPEs aponta aumento de confiança

Porém retomada sustentável só vem no segundo semestre com juros e inflação menores

17 de março de 2017 - 11:56

As micro e pequenas empresas (MPEs) brasileiras começaram a encontrar saídas para melhorarem a sua situação financeira, porém o início de uma recuperação mais consistente deve ficar somente para o segundo semestre deste ano.

Dados econômicos divulgados entre janeiro e este mês apontam para uma pequena melhora emprego, da demanda por crédito, do faturamento e da pontualidade dos pagamentos entre os pequenos negócios. Além disso, o setor passou a registrar queda no número de pedidos de recuperação judicial.

O presidente do Banco do Brasil (BB), Paulo Caffarelli, chegou a afirmar ontem que a demanda de micro, pequenas e médias empresas por crédito no BB subiu 20% em março em comparação com o ritmo que vinha sendo observado até fevereiro. “É o primeiro mês [março] que temos essa recuperação”, disse ontem em um evento do BB e do Sebrae. “Crédito e confiança andam juntos e são dois conceitos fundamentais na retomada do crescimento econômico do nosso País.”

Dados da Serasa Experian também mostram que em janeiro de 2017, a demanda das MPEs por financiamento avançou 7,1%, ante fevereiro de 2016. A assessora econômica da FecomercioSP Kelly Carvalho avalia que o crescimento, por outro lado, não sinaliza uma retomada das pequenas, mas, sim, uma melhora da confiança das empresas com relação à economia e à política. “As empresas estão demandando mais crédito porque as expectativas com relação à atividade e ao ambiente político melhoraram. Como a confiança aumentou, os pequenos negócios começaram a tomar crédito para pagarem as suas dívidas, mas não para fazerem novos investimentos”, ressalta a assessora.

Sem sinal

Kelly pontua que a redução dos pedidos de recuperação judicial no primeiro bimestre deste ano também não pode ser lida como um “sinal de retomada”. Dados da Serasa Experian mostram que essas solicitações registraram queda de 21,5% no primeiro bimestre de 2017, ante igual período de 2016, para 197, enquanto entre as MPEs o recuo foi de 24,6%, somando 113 pedidos.

“Nós estamos vindo de dois anos de recessão e, somente no ano passado, houve um crescimento de cerca de 45% nos pedidos de recuperação judicial”, relembra.

“Ainda é muito cedo para falar em recuperação. As empresas estão sem fôlego, altamente endividadas e o desemprego, em níveis elevados”, completa Kelly.

A assessora econômica estima que as MPEs só encontrarão um ambiente mais favorável para retomarem ciclo de crescimento a partir do segundo semestre, período em que a redução da taxa básica de juros (Selic) e da inflação terão um “impacto mais forte na economia”. “Precisamos ter indicadores melhores de emprego e de renda para que as pequenas voltem a crescer”, conclui ela.

O professor da Trevisan Escola de Negócios Márcio Sampaio acrescenta que a queda dos juros facilitará os investimentos das MPEs no segundo semestre e que a estabilização do desemprego será fundamental para reaquecer os serviços, setor que corresponde à maior parte dos pequenos negócios no País.

“Ainda não dá para soltarmos fogos, mas a diminuição da inflação e dos juros já anima os consumidores a fazerem planos de compras”, afirma.

Avanço

Dados da Serasa Experian mostram que a pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas atingiu 95,3% em janeiro deste ano. Isto significa que a cada 1 mil pagamentos realizados naquele mês, 953 foram quitados à vista ou com atraso máximo de sete dias. Este nível de pontualidade foi maior que os 94,8% vistos em janeiro de 2016.

Outras informações da FecomercioSP mostram alta real de 2,3% no faturamento das empresas de serviços paulistas no primeiro mês do ano, ante igual período de 2016, totalizando R$ 27,4 bilhões.

Já segundo o Sebrae, as MPEs foram as que mais geraram empregos em janeiro. Enquanto as pequenas apresentaram um saldo positivo de 27,3 mil contratações com carteira assinada, as médias e grandes fecharam 68,8 mil postos. O resultado representa uma alta de 134% ante janeiro de 2016, ano em que as MPEs geraram 11,6 mil novas vagas.

(Fonte: DCI)

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