
Diretor de Relações Institucionais da CACB, João Andrade, durante mesa de debate em Florianópolis. Crédito: Acif
O poder de influência do empresariado em temas de interesse para o setor foi discutido durante o 4º Encontro Nacional de Fortalecimento do Associativismo, realizado dia 20/5, em Florianópolis (SC), na mesa “Pautas políticas na prática: Influência que vira resultado”.
Promovido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em parceria com a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), o evento reuniu presidentes das entidades do G50+, grupo formado pelas associações comerciais mais representativas do país, além de presidentes de federações.
Participaram da mesa o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Gerson Guariente; o presidente da Federação da Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Flávio Furlan; o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (Faceb), Paulo Cavalcanti; e o presidente da Associação do Pará (ACP), Isan Anijar. A mediação foi de João Andrade, diretor de Relações Institucionais da CACB.
Durante a atividade, essas lideranças falaram sobre como transformar a força local das associações em influência coordenada nas pautas que impactam o ambiente de negócios.
Para Gerson Guariente, presidente da Acil, é necessário haver o envolvimento do setor empresarial em busca de diálogo e interação com os representantes políticos, de modo a promover o debate e transformações que favoreçam os negócios. “Se nós não chamarmos os políticos para sentar do lado dos empresários sérios, dos empresários que participam do movimento associativo, sem a intenção de se beneficiar pessoalmente, nós não vamos fazer transformações”, afirmou.
Isan Anijar, presidente da ACP, destacou o tema da jornada de trabalho, afirmando que o setor não é contra mudanças, mas questiona quem pagará a despesa gerada pela alteração que está em pauta. “Será que a gente pode reduzir para 40 horas, será que essa conta fecha?”, indagou Anijar, que ressaltou como agravante da situação econômica das empresas a alta carga tributária cobrada no Brasil.
O presidente da Faciap, Flávio Furlan, falou da importância de mobilizar o sistema no sentido de fortalecer a articulação política do associativismo, com ações junto aos associados, afirmando que houve avanços, por exemplo, junto aos jovens. “Avançamos muito em termos de democracia, estamos investindo muito na nossa geração jovem”, disse.
Durante a atividade, o presidente da Faceb, Paulo Cavalcanti, afirmou que as empresas devem ter função social. Para ele, é preciso acreditar na transformação do país através da consciência e de ações participativas da sociedade. “Não se transforma uma nação se nós não aprendermos a ter consciência de cidadania. Quem empreende, gera emprego, produz riqueza, paga impostos e mantém a economia viva também exerce um papel essencial na transformação da sociedade”, diz Cavalcanti.
No contexto da discussão, João Andrade destacou a importância da articulação política entre as organizações do sistema associativo para uma atuação mais efetiva das entidades.
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