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Indústria e comércio ajudaram economia a crescer no 3º tri, diz monitor do PIB da FGV

Na comparação com o terceiro trimestre de 2016, o investimento apresentou o primeiro resultado trimestral positivo em 40 meses

23 de novembro de 2017 - 14:24

A economia brasileira cresceu 0,1% no terceiro trimestre frente aos três meses anteriores. Foi o terceiro resultado positivo. Em setembro, na comparação com agosto, também houve crescimento de 0,1%, segundo dados do monitor do PIB-FGV, divulgados pela Fundação Getulio Vargas nesta quinta-feira (23). Os números já consideram ajustes sazonais.

A indústria de transformação e o comércio apresentaram os melhores resultados no trimestre, de acordo com o indicador. O setor de construção também cresceu 0,2% no período, após 10 trimestres de queda. Já a agropecuária recuou pelo segundo trimestre consecutivo, após resultado excepcional nos primeiros três meses do ano.

A FGV destacou que as estimativas do Monitor do PIB para o terceiro trimestre são excepcionais porque incorporam resultados definitivos divulgados pelo IBGE para o PIB de 2015, que foi corrigido de uma retração de 3,8% para queda de 3,5%.

Em termos monetários, o PIB acumulado em 2017 até o mês de setembro, em valores correntes, alcançou 4,917 trilhões.

Comparação com 2016

Na comparação com o mesmo período de 2016, o PIB cresceu 1,3% no terceiro trimestre.

Tiveram destaque a agropecuária (10,2%), a indústria de transformação (3,3%), o comércio (5,3%) e os transportes.

A construção ainda apresentou recuo de 6,4% e os serviços da informação caíram 4,9%.

Veja o desempenho interanual por setor:

Investimento

O investimento (Formação Bruta de Capital Fixo) apresentou o primeiro resultado trimestral positivo em 40 meses (desde abril de 2014), na comparação com o terceiro trimestre do ano anterior, com alta de 0,2%. O resultado foi freado pelo fraco desempenho da construção civil, que diminuiu 5,3%, apesar de estar em trajetória ascendente. Já o componente máquinas e equipamentos cresceu 9,7%.

Consumo das famílias

O consumo das famílias cresceu 2,8% no terceiro trimestre em comparação com igual intervalo de 2016. Todos os bens de consumo apresentaram crescimento nessa comparação: o consumo de bens não duráveis cresceu 2,5%, o de semiduráveis 11,6%, e o consumo de duráveis 11,7%. A única taxa negativa foi a de consumo de serviços (-0,1%).

Exportação

As exportações cresceram 6,8% no terceiro trimestre ante o mesmo período de 2016. Tiveram destaque a exportação dos produtos da agropecuária (que cresceu 38%), da extrativa mineral (12,9%), de bens de consumo duráveis (31,7) e de bens intermediários (11,1%).

Importação

A importação aumentou 6,9% no terceiro trimestre, na comparação com igual período de 2016. Todas as categorias de bens cresceram, com exceção dos bens de consumo duráveis, cuja importação caiu 8,1%.

Entenda

Bens de capital

São aqueles usados na produção de outros bens, como máquinas, equipamentos, materiais de construção, instalações industriais.

Bens intermediários

São os comprados de outra empresa para o processo de produção, como uma bobina de aço adquirida de uma siderúrgica para a fabricação de um automóvel.

Bens de consumo duráveis

São aqueles que podem ser utilizados durante longos períodos, como automóveis e geladeira.

Bens de consumo semi-duráveis e não duráveis

Os semi-duráveis podem ser considerados os calçados e as roupas, que vão se desgastando aos poucos. Já os não duráveis são aqueles feitos para serem consumidos imediatamente, como os alimentos.

Fonte: G1

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