Imprensa
FAZENDA

Governo só pode avalizar R$ 8,5 bilhões aos Estados

Ministro da Fazenda havia cogitado cerca de R$ 20 bilhões, mas o restante já foi utilizado

20 de setembro de 2016 às 13:09

 

Proposta de Meirelles para ajudar Estados dividiu opinião de governadores. Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Proposta de Meirelles para ajudar Estados dividiu opinião de governadores. Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

BRASÍLIA e SÃO PAULO – A alternativa encontrada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de dar aval a R$ 20 bilhões de empréstimos para ajudar os Estados que ameaçam decretar estado de calamidade financeira, na prática, seria de apenas R$ 8,5 bilhões. O restante, já foi utilizado. Nesta segunda-feira, 19, Meirelles reconheceu que metade do recursos já está comprometida.
Dos 27 Estados da Federação, apenas 16 possuem condições de adquirir empréstimos do Tesouro e todos já realizaram pedidos à secretaria ligada ao Ministério da Fazenda, segundo apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Agora, o governo irá analisar caso a caso os pedidos.
A equipe de Meirelles avalia ainda que dificilmente os outros Estados terão o poder do Rio de Janeiro, que sediou os Jogos Olímpicos e recebeu R$ 2,9 bilhões para segurança ao decretar estado de calamidade. A avaliação é de que, caso o governo não tivesse ajudado o Rio, um desastre nos Jogos mancharia a imagem do País.
A proposta de Meirelles também dividiu opinião entre os governadores. Enquanto governadores de Estados do Sul e Sudeste, como São Paulo, Santa Catarina e Paraná anunciaram que pretendem utilizar a ferramenta, representantes da região Nordeste, alegam que isso não resolve o problema.
Esse grupo argumenta que a maior dificuldade é o pagamento do custeio da máquina, despesas como folha e fornecedores, o que não pode ser feito por meio de novos empréstimos no sistema financeiro, já que o dinheiro é carimbado para investimentos. Isso é dar um remédio para quem não está doente”, disse o secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Fazenda (Consefaz), André Horta.
Os Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste dizem ainda que a renegociação das dívidas feita por meio de Projeto de Lei em tramitação no Congresso concedeu ajuda financeira direta e beneficiou principalmente as regiões Sudeste e Sul.
Há ainda as exigências do Tesouro que dificultam a aquisição de novos empréstimos. Entre as obrigações, os Estados precisam ter nota de crédito A ou B, o que exclui dez Estados. O Tesouro exige ainda que os entes tenham um endividamento menor do que duas vezes a receita corrente líquida. A Fazenda não deverá mudar esses critérios para atender um número maior de Estados. Segundo um técnico, a porta está fechada para quem não está em dia com as obrigações fiscais. “A União não vai se arriscar a conceder um empréstimo se achar que há um risco de não pagamento”, afirmou. A análise dentro do Ministério é a de que o governo precisa mostrar rigor fiscal maior.
Segundo ele, o governo federal pretende usar todo esse espaço para dar aval aos Estados que têm condições técnicas de tomar empréstimo.
Pessoal. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou ontem que o governo compreende a situação fiscal ruim dos Estados. Segundo ele, em 17 ou 18 deles os governadores se converteram em “meros administradores de departamento pessoal”. Na avaliação dele a situação pode se agravar: “É o início de um processo que, se não tiver reversão, vamos ver ser incrementado nos demais Estados”, disse Padilha, no lançamento do Ranking de Competitividade dos Estados, em São Paulo.
Ele reforçou que o presidente Michel Temer tem consciência da “dura situação” e que a solução virá com medidas difíceis. “Não digo que sejam medidas amargas, são saneadoras. Nunca vi curar doença grave a não ser com remédio forte”, disse.

Fonte: Estadão

Últimas Notícias

CMEC defende no BRICS maior participação de mulheres nas decisões sobre IA CMEC defende no BRICS maior participação de mulheres nas decisões sobre IA
LIDERANÇA FEMININA 11 de setembro de 2026 às 17:21

CMEC defende no BRICS maior participação de mulheres nas decisões sobre IA

Especialistas alertam sobre impacto do split payment nos negócios Especialistas alertam sobre impacto do split payment nos negócios
REFORMA TRIBUTÁRIA 10 de setembro de 2026 às 17:09

Especialistas alertam sobre impacto do split payment nos negócios

Estadão, Folha, O Globo, CBN, Valor: Manifesto da CACB sobre o STF ganha espaço na imprensa nacional Estadão, Folha, O Globo, CBN, Valor: Manifesto da CACB sobre o STF ganha espaço na imprensa nacional
NA MÍDIA 9 de setembro de 2026 às 17:22

Estadão, Folha, O Globo, CBN, Valor: Manifesto da CACB sobre o STF ganha espaço na imprensa nacional

Entidades empresariais cobram ética e apuração de crise no STF Entidades empresariais cobram ética e apuração de crise no STF
NOTA PÚBLICA 9 de setembro de 2026 às 14:03

Entidades empresariais cobram ética e apuração de crise no STF

CACB, ACSP e Fin reúnem especialistas para debater impactos do split payment CACB, ACSP e Fin reúnem especialistas para debater impactos do split payment
AVISO DE PAUTA 9 de setembro de 2026 às 11:57

CACB, ACSP e Fin reúnem especialistas para debater impactos do split payment

Senado adia votação da PEC 6×1 para depois das eleições Senado adia votação da PEC 6×1 para depois das eleições
VITÓRIA DO ASSOCIATIVISMO 3 de setembro de 2026 às 18:50

Senado adia votação da PEC 6×1 para depois das eleições

Soluções dedicadas ao empresário brasileiro.

Todos serviços

Conhecimento e informação nos conectam

Compartilhamos conteúdo do seu interesse

  •  

Eventos

Ver todos

Agenda dos Eventos Empresarias

Participe dos eventos organizados por entidades que apoiam os empresários do Brasil.

Busca

Fechar

Categorias de Serviços

Fechar

Categorias de Vídeos

Fechar

Entidades

Fechar
Logomarca Hotpixel