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CORRIDA PRESIDENCIAL

Felipe d’Avila: sem crescimento econômico, não há como resolver o problema da fome e da miséria

Declarações foram dadas durante Ciclo de Debates com Pré-Candidatos à Presidência da República, realizado pelo Conselho Político e Social (Cops), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), e a CACB; o cientista político falou ainda sobre o risco que o populismo traz à democracia e a importância da governabilidade na próxima gestão

13 de junho de 2022 às 16:26

O cientista político, empreendedor e pré-candidato à Presidência da República Felipe d’Ávila (Novo) falou sobre a importância da abertura da economia para a retomada do país e da necessidade da governabilidade para a aprovação de projetos necessários ao Brasil. “Há 20 anos a economia não cresce. E em um país que não cresce, não consegue-se gerar renda, e não existe Estado que resolva problema de fome e miséria sem crescimento econômico”, afirmou. O pré-candidato deu as declarações na manhã desta segunda-feira (13/6), no Ciclo de Debates com Pré-Candidatos à Presidência da República, promovido pelo Conselho Político e Social (Cops), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).

O evento teve abertura realizada pelo presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, que também preside a ACSP e a Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp). Em sua fala, Cotait reforçou a importância de se ouvir as propostas de governo dos pré-candidatos que pleiteiam o cargo de presidente do Brasil em 2022. “Estamos conectados à Associação Comercial de São Paulo, à Federação, e à Confederação, ou seja, nós somos 2300 associações comerciais de todo o Brasil, então, na hora de falar, você fala para a cidade, para o estado de São Paulo e para o País, em um contato mais próximo com os empreendedores”, ressaltou.

Cotait também deu destaque à importância de fomentar-se o empreendedorismo para o crescimento e o desenvolvimento econômico nacional. Felipe d’Avila, por sua vez, citou quatro pilares que acredita serem fundamentais no próximo governo federal e que pretende trabalhar, caso eleito. São eles: a abertura unilateral do comércio brasileiro; meio ambiente; ampliação da segurança jurídica; e privatização de empresas estatais.

“Crescimento econômico só existe com abertura comercial. Nós temos um vestígio disso que é o agronegócio, que compete globalmente. Por que a indústria não faz a mesma coisa? Porque ela foi viciada em políticas protecionistas, em subsídio governamental, e isso criou baixa competitividade brasileira. O caminho da economia é a renovação da indústria, com modernização e acesso a crédito e a mão de obra qualificada”, argumentou.

Em seguida, o cientista político comentou a possibilidade que se abre ao Brasil no âmbito do meio ambiente, diante do compromisso mundial das principais economias com a redução de carbono. Para ele, há uma possibilidade gigante de negócio com o elemento químico no Brasil, que conta com uma extensa área verde. “Essa é a grande riqueza do século XXI. Nós temos que criar condições para atrair o investimento [para negócios de baixa geração de carbono]”, disse. Além disso, d’Avila falou sobre a importância de se combater o desmatamento e criticou a falta de empenho político para isso hoje.

A segurança jurídica, segundo o pré-candidato, é outro pilar que se torna fundamental para fazer andar pautas e projetos voltados ao crescimento econômico. “Investimento só há onde existe confiança”, ressaltou. Uma de suas propostas é trabalhar para colocar o Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um título que funciona como um selo de bom comerciante aos países membros. “A segunda coisa que precisamos, é acabar com a insegurança jurídica gerada pelo poder Judiciário. Eles têm que respeitar seu papel, não só o Supremo [Tribunal Federal], mas a Justiça”, criticou. Os tribunais de contas e ministérios públicos também foram citados durante a fala de d’Avila como exemplos de órgãos que excedem seus papéis constitucionais.

Por fim, d’Avila falou sobre as estatais. “Privatizar tudo: Banco do Brasil, Caixa Econômica, Petrobras, Correios. Isso aqui é para aumentar a concorrência e melhorar a atividade do serviço público”, frisou. O cientista político destacou ainda que, no processo de privatização, é necessário garantir-se que o monopólio estatal não seja apenas substituído pelo privado, mas, sim, que haja o aumento da competitividade por meio da prática de desestatização.

Democracia em risco

Felipe d’Avila afirmou – após fazer longo retrospecto sobre estadistas que ajudaram a estabelecer a democracia no Brasil – que o próprio regime estaria em risco. “Se nós elegermos mais um governo populista, as instituições do País estarão ameaçadas”, disse. D’Avila fez ainda um alerta: “Precisamos de um presidente que seja, principalmente, tolerante. Além disso, temos que pensar no desenvolvimento econômico; só o assistencialismo do Estado não vai erradicar a pobreza”, complementou. Em crítica ao atual governo, disparou: “Neste governo há uma total inabilidade política de se obter pacto com o Congresso [Nacional]”.

Sobre a ACSP

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em seus 127 anos de história, é considerada a voz do empreendedor paulistano. A instituição atua diretamente na defesa da livre iniciativa e, ao longo de sua trajetória, esteve sempre ao lado da pequena e média empresa e dos profissionais liberais, contribuindo para o desenvolvimento do comércio, da indústria e da prestação de serviços. Além do seu prédio central, a ACSP dispõe de 15 Sedes Distritais, que mantêm os associados informados sobre assuntos do seu interesse, promovem palestras e buscam soluções para os problemas de cada região.

Sobre a CACB

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) é formada por 27 federações, representantes de cada um dos estados, que agregam 2000 associações comerciais e empresariais que associam, por adesão voluntária, mais de dois milhões de empresários em todo o país, pessoas jurídicas e físicas, de todos os setores da economia. A história da CACB começou há 210 anos, em 15 de julho de 1811, com a criação da Associação Comercial da Bahia. Hoje, com uma das maiores capilaridades do setor produtivo, a Confederação representa e expressa a opinião independente de empresários do comércio, indústria, agropecuária, serviços, finanças e profissionais liberais, de micro, pequenas, médias e grandes empresas.

Fotos: Facesp/ACSP

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