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Debate sobre Previdência e reformas domina primeiro dia da convenção da Abad

Deputado Efraim Filho, presidente da FCS, pede apoio aos empresários e diz que Previdência atual é Robin Hood às avessas, onde o pequeno paga o privilégio do grande

24 de abril de 2019 - 12:39

A Abad – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores – realizou, na noite desta terça-feira (23), a abertura da 39ª Convenção Anual do Canal Indireto – ABAD 2019 ATIBAIA, o mais tradicional e importante encontro de negócios do setor. Com a presença de autoridades, a abertura do evento manteve o foco na questão das reformas necessárias para impulsionar o crescimento do país.

O presidente da entidade e anfitrião do evento, Emerson Destro, destacou que a Abad, em parceria com a Unecs (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), tem colocado o peso dos setores de comércio e serviços em prol da aprovação das medidas que consideramos relevantes para o país.

“No passado, nos mobilizamos a favor da vitoriosa reforma trabalhista. Neste ano, a alteração das regras para inclusão de consumidores no cadastro positivo também contou com nosso apoio, e a sua aprovação é mais uma vitória da Frente de Comércio e Serviços (FCS), com o apoio da Unecs”, afirmou.

“Agora, a Abad e a Unecs apoiam a nova Previdência, que certamente contribuirá para a estabilidade econômica, a melhoria do ambiente de negócios e a redução dos gastos públicos, elevando a capacidade do país de atrair investimentos”, completou Emerson, lembrando que o setor também irá atuar a favor de uma reforma tributária.

As autoridades presentes foram unânimes em apontar a nova Previdência como ponto crucial para destravar o crescimento do país.

O deputado federal Efraim Filho, presidente da FCS – Frente Parlamentar do Comércio, Serviços e Empreendedorismo -, representando também o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, declarou sua confiança na aprovação do projeto da nova Previdência, mas frisou a importância da participação do empresariado nesse processo. “É preciso que os senhores busquem os parlamentares de seus estados e mostrem que apoiam as reformas. Além disso, estamos numa guerra de desinformação, que diz que a nova Previdência prejudica os mais pobres, quando na verdade a nossa Previdência é um Robin Hood às avessas, onde o pequeno paga o privilégio do grande. Precisamos que os senhores nos ajudem a disseminar a informação correta”, disse.

George Pinheiro, presidente da Unecs e da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) frisou as expectativas do empresariado em relação à nova Previdência e as preocupações com as dificuldades encontradas para o andamento da pauta, mas reforçou a confiança depositada no Congresso para encaminhamento das reformas. “Nossas entidades representam, e muito bem, a parte do Brasil que não tolera esse impasse que estamos vivendo no âmbito político. Sem a reforma da Previdência, não sairemos do lugar. Os R$ 1 trilhão de economia para os próximos 10 anos, previstos no texto original da reforma, ajudariam o País a andar e prosperar. A reforma é grandiosa no ponto de vista da quebra dos privilégios e, melhor ainda, torna os trabalhadores iguais, reduzindo a diferença entre os da iniciativa privada e os públicos”, declarou.

Fábio Augusto Luiz Pina, subsecretário de Desenvolvimento de Comércio e Serviços da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, representando o secretário Carlos Alexandre Jorge da Costa, recebeu das mãos do presidente Emerson Destro um documento elaborado pela ABAD e suas filiadas estaduais com as propostas e sugestões do setor para iniciativas de desburocratização que visam impulsionar a atividade empreendedora no país.

Ele agradeceu a contribuição do setor e prometeu para muito breve, cerca de duas semanas, um pacote de medidas nesse sentido que devem dar um novo ânimo ao setor produtivo. “São medidas de simplificação focadas na indústria e do comércio, que conseguimos implementar sem ter de passar pelo Congresso e que farão toda diferença na vida do empresariado.”

Pina disse ainda que a intenção do governo, nos próximos dez anos, é baixar a carga tributária para um percentual próximo de 20% do PIB, mas que “só e possível falar em reforma tributária se for equacionada a questão da Previdência, que foi acertadamente escolhida por esse governo como a primeira batalha a ser vencida. E será vencida, mas para isso é fundamental o apoio dos senhores”, reforçou. “Esse apoio nos ajudará a implementar o projeto de um Brasil muito melhor, com uma organização burocrática e tributária que atraia o empresário, e que não apavore todos, como tem sido nos últimos anos”, finalizou.

O procurador federal Felipe Mêmolo Portela, diretor de programas da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, representando o secretário especial de Previdência Social, Rogério Marinho, falou especificamente sobre o tema da Previdência, lembrando que esse assunto é uma preocupação que já tem alguns anos e vem sendo discutido desde o governo Dilma. “Os gastos crescentes com a Previdência impactam diretamente áreas importantes como a saúde e a educação. Por isso, desde 2015 têm sido feitos diagnósticos sobre a situação fiscal e ficou claro que uma reforma não é só importante, ela é fundamental para que tenhamos uma Previdência mais sustentável e mais justa do que a que temos hoje”, destacou.

Com a discussão ocorrendo na Câmara, o procurador acredita no sucesso da nova proposta. “Não é uma questão de governo, é uma questão do país, em busca de um crescimento econômico sustentado, que possa gerar emprego, melhorar a vida das pessoas e garantir um futuro próspero para as próximas gerações”, conclui. “O norte de nossa atuação é: mais sociedade e menos estado.”

*Com informações da Abad

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