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Consumo das famílias e investimentos de empresas são destaques do crescimento em novembro, diz monitor do PIB da FGV

Houve crescimento de 0,3% do PIB em novembro na comparação com outubro e de 2,6% em relação a novembro de 2016

17 de janeiro de 2018 - 13:52

O consumo das famílias e a formação bruta de capital fixo (acréscimo de investimentos das empresas para aumentar a sua capacidade de produção) foram destaques no crescimento do PIB em novembro, segundo dados do Monitor do PIB-FGV, divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (17).

Segundo a FGV, houve crescimento de 0,3% do PIB em novembro na comparação com outubro. No trimestre terminado em novembro, o crescimento foi de 0,6% em comparação com o trimestre terminado em agosto. Em comparação com o trimestre terminado em novembro de 2016, o PIB apresentou crescimento de 2,2%. Na comparação com novembro de 2016, o PIB apresentou crescimento de 2,6%.

De acordo com Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, no mês de novembro a economia alcançou 0,8% na taxa acumulada em 12 meses. O destaque, mais uma vez, ficou por conta do consumo das famílias e da formação bruta de capital fixo, que cresceram tanto na comparação com novembro de 2016 (4,2% e 4,9%, respectivamente), quanto na comparação com outubro (ambas com 0,5%).

Em termos monetários, o PIB acumulado em 2017 até o mês de novembro, em valores correntes, alcançou a cifra estimada em aproximadamente de R$ 5,967 trilhões.

Acumulado de 12 meses

A taxa acumulada em 12 meses até novembro do consumo das famílias foi positiva em 0,7%. À exceção do consumo de serviços, todos as categorias do consumo apresentaram taxas positivas na comparação. A formação bruta de capital fixo, por sua vez, ainda apresenta taxa negativa, na mesma comparação (-2,1%), a despeito do forte crescimento do componente de máquinas e equipamentos (+6,6%).

Segundo a FGV, a contribuição da agropecuária foi fundamental para o desempenho positivo da taxa acumulada em 12 meses até o mês de novembro. A indústria teve desempenho negativo de 0,1%, e os serviços cresceram 0,1%.

Desempenho do PIB por setores:

À exceção da construção (-1,9%), serviços de informação (-2,9%) e intermediação financeira (-0,8%), todas as demais atividades apresentaram resultados positivos na comparação com o trimestre terminado em novembro de 2016. Os destaques foram os desempenhos da indústria da transformação (+5,1%), do comércio (+5,3%) e dos transportes (+4,5%).

Consumo das famílias

O consumo das famílias apresentou crescimento de 3,5% no trimestre terminado em novembro em relação a 2016. Todos os componentes apresentaram taxas positivas. O consumo de bens não duráveis cresceu 3,2%; o de semiduráveis, 10%; o de duráveis, 11,2%; e o consumo de serviços, 1,1%.

Há três meses consecutivos, o consumo das famílias apresenta taxa positiva, e no mês de novembro foi de 0,5% em relação a outubro.

Investimentos

A formação bruta de capital fixo, que mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, ou seja, aqueles bens que servem para produzir outros bens, apresentou crescimento 3,3% no trimestre findo em novembro em relação a 2016.

O resultado positivo se deve ao desempenho de máquinas e equipamentos (+13,2%), que vem crescendo continuamente ao longo do ano. Todos os componentes apresentaram melhora com relação as taxas divulgadas anteriormente. O componente de construção, apesar de ainda negativo (-2,4%), está em trajetória ascendente pelo 5º mês consecutivo. Em relação ao trimestre terminado em agosto, o resultado é positivo em 2,8%.

Exportação

A exportação apresentou crescimento de 14,2% no trimestre findo em novembro em relação a 2016. A taxa tem sido crescentemente positiva desde o primeiro trimestre de 2017, segundo a FGV. O destaque positivo se deve ao desempenho da exportação dos produtos da agropecuária (+87,1%), de bens de consumo duráveis (+29,5%) e de bens intermediários (+20,2%).

Importação

A importação cresceu 13,7% no trimestre móvel findo em novembro em comparação com 2016, com destaque para a importação de bens de consumo não duráveis (+37,5%), bens semiduráveis (+70,4%) e bens de capital (+50,1%).

Fonte: G1

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