Imprensa
DÍVIDAS TRIBUTÁRIAS

Congresso articula mais um Refis e nova repatriação com isenção de multa

Movimento, que parcelaria débitos de empresas, é encabeçado pelo presidente do Senado, que também quer encampar a proposta para nova rodada de repatriação de recursos de contribuintes que estão no exterior e não foram declarados

19 de março de 2021 às 10:00

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disparou um movimento pela volta do Refis (programa de parcelamento de débitos tributários). Na visão dele, após a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do auxílio emergencial, a prioridade é cuidar da “saúde financeira” das empresas e pessoas físicas afetadas pelo impacto da pandemia covid-19 que passa por uma segunda onda ainda mais forte do que a primeira em 2020. Ele quer agilizar a tramitação do novo Refis nos próximos 30 dias.

O próprio Pacheco já tem um projeto, apresentado no ano passado, e designou o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB PE), como relator. Bezerra esteve ontem com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir o novo programa.

Segundo apurou o Estadão, o líder do governo já fez também as primeiras reuniões técnicas na Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e o secretário Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco.

Pacheco, segundo auxiliares, quer também encampar a proposta para uma nova rodada de repatriação de recursos de contribuintes que estão no exterior e não foram declarados à Receita com o argumento de reforçar os cofres do governo. Se a proposta avançar, será a terceira rodada. Ele já avisou a Guedes que não vai esperar a reforma tributária, como queria a equipe econômica, já que a proposta não avançará rápido.

Imposto de Renda

O presidente do Senado apoia também uma proposta para revisão dos valores dos imóveis e outros ativos, o que possibilitará ao governo arrecadar o Imposto de Renda antecipadamente com alíquota mais baixa. A proposta foi defendida há poucos dias pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro fez referência a essa proposta, mas ela não avançou na Receita, que na época avaliava que a medida iria beneficiar apenas quem já estivesse engatilhado para vender os ativos e pagar menos tributo.

Na proposta original do projeto de Refis de Pacheco, há várias modalidades de pagamento dos débitos, com parcelamento variando em 145 parcelas e até 175 parcelas (mais de 14 anos). Há uma opção de redução de 90% dos juros de mora e 100% das multas devidos. Para quem parcelar em até 175 vezes, a redução dos juros é de 50% e de 25% multa. As condições devem variar nas negociações para aprovação do teto.

Outros projetos

Além do projeto de Pacheco, há mais dois projetos de criação de um novo Refis no Congresso: do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), e de Ricardo Guidi (PSD-SC). O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), apoia o Refis, mas não se manifestou ainda sobre a possibilidade de avançar com o projeto pela Câmara ou Senado.

Como o projeto do Senado tem o carimbo do próprio presidente da Casa, a expectativa entre os empresários é que haja mais chance de ser encampado e com estágio mais avançado, já que tem relator designado e conversando com o governo.

Segundo a presidente da Federação Nacional das Indústrias de Redes de Telecomunicações e Informática (Feninfra), Vivien Suruagy, as empresas têm pressa por causa do agravamento da pandemia e piora do cenário econômico, depois de um ano já muito difícil em 2020. “A pressão será forte para ter o Refis aprovado até julho”, diz. Ela representa 137 mil empresas que empregam 2,25 milhões de trabalhadores. Ela defende um Refis de até 240 meses e desconto de juros de 70%. Vivien também defende o parcelamento do débito com a possibilidade de aproveitamento do prejuízo fiscal das empresas. Ela relatou que as empresas estão sofrendo muito também com problemas de inadimplência e, por isso, a urgência do Refis.

Ex-secretário da Receita, Jorge Rachid disse que a situação atual requer uma avaliação aprofundada. Para Rachid que estava à frente do Fisco na época da Refis da crise de 2016-2017, “o risco que ocorre é estimular os contribuintes que tem condição de pagar e param de pagar como fonte de financiamento”. Mas ele ponderou que, no contexto atual de “guerra”, não dá para pegar a “caixinha que era utilizada lá atrás. “É um modelo diferente. Tem que acompanhar o ambiente de inadimplência”, recomendou. A posição da Receita é sempre fazer um Refis com regras mais rigorosas do que o anterior para não estimular os devedores contumazes. O Fisco sempre se posicionou contrário aos inúmeros Refis.

Para o tributarista Luiz Bichara, o Refis é fundamental porque o momento de crise econômica aguda exige algum alívio dos contribuintes.

Fonte: Estadão

Últimas Notícias

ACSP e Sociedade Rural Brasileira firmam parceria para fortalecer o agronegócio durante reunião com o Ministro André de Paula ACSP e Sociedade Rural Brasileira firmam parceria para fortalecer o agronegócio durante reunião com o Ministro André de Paula
ARTICULAÇÃO 2 de junho de 2026 às 17:25

ACSP e Sociedade Rural Brasileira firmam parceria para fortalecer o agronegócio durante reunião com o Ministro André de Paula

Seminário debate impactos da IA no futuro do Brasil e do empreendedorismo Seminário debate impactos da IA no futuro do Brasil e do empreendedorismo
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO 2 de junho de 2026 às 14:51

Seminário debate impactos da IA no futuro do Brasil e do empreendedorismo

Mudanças na escala de trabalho exigem planejamento das empresas Mudanças na escala de trabalho exigem planejamento das empresas
NA MÍDIA | ESTADÃO 2 de junho de 2026 às 12:22

Mudanças na escala de trabalho exigem planejamento das empresas

Endividamento das famílias ameaça economia e exige atenção do poder público Endividamento das famílias ameaça economia e exige atenção do poder público
NA MÍDIA | CORREIO BRAZILIENSE 2 de junho de 2026 às 12:17

Endividamento das famílias ameaça economia e exige atenção do poder público

Crédito feminino é apontado como vetor de crescimento econômico Crédito feminino é apontado como vetor de crescimento econômico
NA MÍDIA | DIÁRIO DO COMÉRCIO 2 de junho de 2026 às 12:15

Crédito feminino é apontado como vetor de crescimento econômico

Porto Alegre sedia primeira reunião regional para debater a correção do Simples Nacional Porto Alegre sedia primeira reunião regional para debater a correção do Simples Nacional
MOBILIZAÇÃO NACIONAL 1 de junho de 2026 às 17:13

Porto Alegre sedia primeira reunião regional para debater a correção do Simples Nacional

Soluções dedicadas ao empresário brasileiro.

Todos serviços

Conhecimento e informação nos conectam

Compartilhamos conteúdo do seu interesse

  •  

Eventos

Ver todos

Agenda dos Eventos Empresarias

Participe dos eventos organizados por entidades que apoiam os empresários do Brasil.

Busca

Fechar

Categorias de Serviços

Fechar

Categorias de Vídeos

Fechar

Entidades

Fechar
Logomarca Hotpixel