
A CACB celebra o Dia Nacional da Inovação, comemorado no dia 19 de outubro. Foto: Divulgação
O empreendedorismo está nos sonhos e na realidade dos brasileiros. Pesquisas recentes comprovam a força do empreendedorismo como instrumento de inclusão e de geração de renda. E entre os novos ou já consolidados empresários, uma palavra torna-se cada vez mais recorrente, como prioridade para a manutenção e expansão dos negócios: a inovação. No domingo, dia 19 de outubro, o Brasil comemora o Dia Nacional da Inovação. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) se une aos que reconhecem a importância de transformar o conhecimento científico em tecnologias que desenvolvem a economia e impactam a sociedade.
O mestre em Administração e coordenador do Conselho de Inovação da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Tito Hollanda Barroso, defende que inovar deixou de ser um diferencial e passou a ser condição de sobrevivência. “Mais do que criar algo inédito, inovar significa introduzir mudanças que gerem valor real para empresas, mercados e sociedade. Em um ambiente de negócios instável, inovar é sinônimo de competitividade, produtividade e resiliência”, afirma, no artigo “Inovação é a chave para transformar empreendedorismo em competitividade”.
Ainda segundo Barroso, a inovação organizacional vai além de tecnologia: inclui cultura, modelos, processos e parcerias. “A diferença entre inovar ou não é determinante. Empresas que inovam crescem mais rápido, conquistam margens maiores e ampliam sua presença em mercados externos. As que deixam de investir em inovação tornam-se vulneráveis à competição por preço e à própria existência”. Assim, para o especialista, é preciso difundir a cultura da inovação nas empresas, tornando-os negócios escaláveis e sustentáveis.
A Associação Comercial de São Paulo integra o grupo G50+, coordenado pela CACB e formado pelas associações comerciais e empresariais mais influentes do Brasil. O G50+ funciona como uma plataforma de articulação nacional para defender os interesses do setor produtivo, promover o associativismo e discutir pautas importantes para a economia brasileira. Em setembro, a sede da CACB foi palco de um encontro nacional de comunicadores voltado aos integrantes do grupo. O evento contou com palestras formativas relacionadas à transformação digital e branding, por exemplo, em conteúdo alinhado à inovação.
Sonhar e realizar – De acordo com o mais recente Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a principal pesquisa sobre empreendedorismo do mundo, divulgada este ano, houve um aumento da atividade empreendedora no Brasil, de 2023 para 2024. A taxa de empreendedorismo total, por exemplo, passou de 30,1% para 33,4% da população adulta no país. A taxa expressa a proporção da população envolvida em negócios, nas fases de criação ou manutenção. A pesquisa revela que o país conta com 47 milhões de empreendedores estabelecidos, formais ou informais, com mais de 3,5 anos de atividade ou que já fizeram algum movimento visando ter um negócio no futuro.
Segundo o GEM, “ter o próprio negócio” é o sonho de 34,4% da população com idade entre 18 a 64 anos, ficando atrás apenas de “comprar a casa própria” (38,8%) e “viajar pelo Brasil” (34,6%). Em todo o mundo, o Brasil possui o segundo maior contingente de não empreendedores que desejam ser empreendedores, com um total de 47 milhões de “empreendedores potenciais” na população adulta. O primeiro lugar é da Índia, com 163 milhões, e o terceiro, do Egito, com 21 milhões.
Realizar e inovar – A “Global Entrepreneurship Monitor” (GEM 2024) é um produto feito em parceria entre o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe). Outras pesquisas do Sebrae apontam, no entanto, que o sonho é apenas o primeiro passo de um negócio bem-sucedido. Segundo elas, as empresas cujos sócios-proprietários realizaram cursos para melhorar o conhecimento apresentaram uma taxa de sobrevivência maior (51%) em comparação com aquelas que não realizaram tais cursos (34%).
Entre os itens avaliados pela pesquisa GEM, estão a novidade trazida pelos produtos e serviços e as novas tecnologias utilizadas. Assim, os indicadores de impacto dos empreendimentos levam em conta, por exemplo, a inovação dos produtos e tecnologias. “Aplicando-se a proporção obtida para o impacto nacional ao total estimado de 16,4 milhões de empreendedores novos, a conclusão a que se chega é que aproximadamente 800 mil empreendimentos estão introduzindo produtos (bens ou serviços) ou processos que contêm algum aspecto de novidade em nível nacional”, afirma o estudo.
Ainda segundo a GEM, desde a pandemia da covid-19, se observa o intenso movimento dos empreendedores brasileiros em adotar tecnologias digitais nos negócios: “a proporção dos que já utilizam essas tecnologias é muito próxima da totalidade. Adicionalmente, é possível vislumbrar uma ampliação do grau de impacto dos empreendimentos, em razão do expressivo percentual de empreendedores que pretendem acelerar o processo de transformação digital de suas operações nos próximos seis meses”. No Brasil, 94,4% dos empreendedores já utilizam tecnologias digitais ou aplicativos. Dos que já utilizam, 76,1% pretende utilizar mais tecnologias nos próximos 6 meses. A apresentação global da pesquisa foi realizada em fevereiro de 2025.
Inovar e planejar – A inovação deve entrar já na fase de planejamento, uma prática recorrente da maioria dos empreendimentos de sucesso, em qualquer fase do desenvolvimento em que a empresa esteja. “A importância do planejamento está exatamente na necessidade de criar nas empresas um ambiente propício para a criação de ideias inovadoras no mercado em que atuam, melhorando seus pontos fracos, inovando em estratégias de marketing e relacionamento com clientes, e se destacando quanto aos concorrentes”, indica o Sebrae, no artigo “Como usar a inovação quanto estratégia de planejamento”.
A instituição ainda oferece e-books gratuitos sobre o assunto, como “Inovação: Crie Estratégias Inovadoras para Sair na Frente” e “Inovar Sempre: Como Sair da Mesmice com a Geração de Ideias”. Os conteúdos indicam que mais do que propor novas ideias de produtos ou serviços para um negócio, inovação é propor novas ideias que causem um impacto significativo para a empresa e para as pessoas ligadas a ela. Além disso, aprender a inovar não seria apenas acompanhar as tendências, mas sim um processo contínuo de desenvolvimento de habilidades específicas e adoção de uma mentalidade criativa e aberta.
Assessoria de Comunicação Social da CACB, com informações da Agência Sebrae
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