
“Globalização 4.0: Moldando uma Nova Arquitetura na Era da Quarta Revolução Industrial”. O tema principal do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, no mês de janeiro, é um exemplo de como é preciso colocar em pauta as dificuldades que as lideranças em diferentes países enfrentam no desafio de unir-se contra o movimento de anti-globalização, evidenciado na edição deste ano pela ausência de grandes chefes de Estado. Segundo o secretário-geral da International Chamber of Commerce (ICC), John Denton, que esteve em Davos, esse desencontro põe em risco a manutenção do sistema multilateralista, essencial para o fortalecimento das relações internacionais.
Denton enfatizou que a importância do trabalho da ICC como agente ativo de discussão e de representação dos interesses empresariais foram evidentes no Fórum. “Acredito que estamos no caminho certo e a resposta positiva que tivemos em Davos destaca esse papel tão necessário”, disse. Parte desse reconhecimento veio do Japão, que vai convidar a ICC para participar das reuniões ministeriais do G20, no início de abril. “Iremos ao encontro e vamos transmitir nossas mensagens sobre a reforma do comércio e as recomendações do Diálogo Global”, adiantou.
Na Suíça, Denton – que representa uma rede de mais de 6 milhões de empresas e associações empresarias em 130 países – esteve com o ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, e com o secretário de Comércio e Assuntos Internacionais do Brasil, Marcos Troyjo, para estabelecer uma relação mais próxima de trabalho com o governo Bolsonaro. O presidente, inclusive, é um dos nomes convidados para o maior congresso mundial de câmaras de comércio, o 11th World Chambers Congress, que será realizado no Rio de Janeiro este ano pela ICC, com co-organização da Confederação das Associações Comerciais e Empresarias do Brasil (CACB).
“Trata-se de oportunidade incomparável de compartilhar as melhores práticas, trocar ideias e inspirar novos pensamentos sobre as questões mais prementes que afetam o mundo dos negócios hoje, como a aliança das potências para o crescimento global e multilateral dos negócios e dos países”, resume o presidente da entidade brasileira, George Pinheiro.
O multilateralismo é um dos temas que deverão ser amplamente discutidos no Congresso, realizado pela primeira vez na América do Sul, entre os dias 12 e 14 de junho. Na oportunidade, mais de 1200 empresários de todas as partes do planeta vão debater formas de atores não-estatais conquistarem mais espaço na governança de seus países, por meio de sua influência, cadeias de suprimento e base global de clientes.
Sobre o Congresso Mundial das Câmaras de Comércio
O maior evento internacional do setor contará com palestrantes de renome, como Arancha González, diretora executiva da International Trade Centre de Genebra e agente de desenvolvimento das Nações Unidas. Ela é especialista em questões de comércio internacional, foi chefe de gabinete da Direção Geral da Organização Mundial do Comércio e porta-voz da Comissão Europeia para o comércio. Atualmente, co-preside o Conselho da Agenda do Fórum Econômico Mundial (WEF) sobre o Futuro do Comércio e do Investimento. Também já estão confirmados os nomes de Hamad Buamim, presidente e CEO da Dubai Chamber of Commerce and Industry; John W.H. Denton, secretário-geral da International Chamber of Commerce; María Fernanda Garza Merodio, presidente e CEO da empresa mexicana Orestia S.A; Yassin Al Suroor, presidente e CEO do A’Amal Group da Arábia Saudita; e Timothy Murphy, do Conselho Global da Mastercard.
O 11WCC promove a Competição Mundial de Câmaras de Comércio, único programa de prêmios que reconhece projetos inovadores realizados por entidades de todo o mundo. As inscrições para o 11WCC estão abertas e os registros feitos até 28 de fevereiro têm desconto de 15% no pagamento, no site: www.worldchamberscongress.org.
SERVIÇO
O QUÊ: 11th World Chambers Congress
QUANDO: 12, 13 e 14 de junho de 2019
ONDE: Rio de Janeiro, RJ, Brasil
QUEM: 1200 participantes de 100 países
COMO: Maior Congresso Mundial das Câmaras de Comércio realizado pela primeira vez na América do Sul
POR QUE: Para discutir o tema “Criando um futuro compartilhado”