
Ana Claudia Badra Cotait, presidente do CMEC, com participantes do Conexa, da ACIF. Foto: Divulgação ACIF
Para a presidente nacional do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), Ana Cláudia Badra Cotait, o associativismo feminino é um dos caminhos mais concretos para fortalecer o empreendedorismo feminino, ampliando as oportunidades e gerando impacto real na economia. A afirmação ocorreu nesta terça-feira (19/5) durante o Conexa, evento de inovação e network promovido pela Associação Empresarial de Florianópolis (Acif).
Com presença em 26 estados e no Distrito Federal, e mais de 950 conselhos, o CMEC atua como uma rede de integração, capacitação e incentivo ao protagonismo feminino. Na visão de Ana Claudia, “o associativismo rompe o isolamento da mulher empreendedora e proporciona um ambiente mais favorável para crescimento, troca de experiências e fortalecimento coletivo”. Para ela, essa articulação amplia ações estratégicas, fortalece a representatividade e dá oportunidades mais sustentáveis para a mulher crie, mantenha e expanda o seu empreendimento.
Na avaliação da presidente do CMEC, esse cenário se revela de forma ainda mais clara quando o assunto é acesso a crédito. Estudo do Sebrae com base em dados do Banco Central mostra que mulheres empreendedoras pagam, em média, 40,6% ao ano em juros, contra 36,8% ao ano para homens. Ainda assim, a inadimplência entre negócios liderados por mulheres (7,6%) é praticamente equivalente à dos negócios liderados por homens (7,1%). “Os números reforçam a necessidade de corrigir distorções e ampliar o acesso feminino a instrumentos de financiamento mais justos”, ressaltou.
Segundo Ana Cláudia, é justamente nessa realidade que o associativismo se torna decisivo. “Ao reunir mulheres com objetivos em comum, essa força coletiva amplia a voz das empreendedoras, acelera o aprendizado, aumenta o poder de negociação e ajuda a transformar desafios históricos em caminhos concretos de crescimento”, reforçou.
De acordo com a presidente do conselho, o associativismo é o que permite transformar a experiência individual em movimento coletivo, ampliando voz, influência e resultados. “Mais do que conectar mulheres, ele cria as bases para uma atuação mais estratégica, representativa e preparada para gerar mudança real”, acrescentou.
O Conexa reuniu, ontem e hoje, mais de quatro mil participantes de todo o país. Com o tema “onde conexões geral valor”, a edição de 2026 também comemora os 110 anos de criação da Acif. Além do empreendedorismo feminino, o evento discutiu inteligência artificial, cenário político na economia, crescimento empresarial, mercados competitivos e posicionamento de marcas.
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