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Arthur Igreja diz que as empresas precisam criar experiências que o digital não pode oferecer

Para o palestrante, olhar dificuldades e oportunidades e criar grandes negócios a partir disso é algo que ainda falta no Brasil

20 de outubro de 2017 - 16:54

Se abrirmos o Youtube e digitarmos na busca o termo “inovação disruptiva”, certamente o nome de Arthur Igreja aparecerá em boa parte dos primeiros resultados. Empresário, investidor anjo e proprietário da Disrupt Investimentos, Igreja falou esta tarde para empresários de todo o País. Criar experiências que o digital não pode oferecer foi o destaque de sua palestra.

Arthur Igreja. Foto: Itamar Aguiar/Agência Freelancer.

“As pessoas pagam caro para ir ao Rock in Rio pela experiência que ele oferece. O digital não pode entregar o mesmo para o público”, explicou o palestrante. Para ele, olhar no olho dos clientes e fazer um atendimento mais humano é o que pode criar uma experiência semelhante à do festival de música.

Arthur Igreja, diretor da Disrupt investimento, durante sua fala. Foto: Itamar Aguiar/Agência Freelancer.

Arthur também falou sobre o que chama de atrito de experiência. Como exemplo, citou uma ida de qualquer pessoa à uma loja de sapatos. “Quando você olha um sapato na vitrine, você já imagina ele no seu pé, em casa ou em uma ocasião especial. Aquele momento que o vendedor vai busca-lo no estoque ou que você pega a fila para pagar é o que chamamos de atrito de experiência, que é o que a tecnologia tem trabalhado para extinguir”, disse.

Segundo Igreja, a velocidade de transformação do mundo não é absorvida em sua plenitude por todos os empresários brasileiros. “Observamos a abertura e o desaparecimento de muitas empresas, por este motivo. Ainda sinto o Brasil muito cético com relação a isso. A necessidade de estar conectado e se reinventar é algo que deve ser visto com fascínio e como oportunidade”, destacou.

Na opinião de Arthur, apesar de tudo o que está acontecendo mundo afora com empresas que crescem muito rápido, é uma boa base educacional que gera pessoas capazes de criar empreendimentos únicos e de grande sucesso, o que ainda não temos no Brasil. “Nosso País está estagnado na educação. Poucos lugares no Brasil estão capacidades de desenvolver negócios inovadores”, criticou.

O painel de Arthur Igreja integrou a programação do 4º Fórum Nacional CACB Mil e Congresso Empresarial Paranaense, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Allan Costa

Desligar o piloto automático para fazer acontecer foi o conselho dado por Allan Costa, que mostrou aos empreendedores presentes como é possível acertar. Ele mostrou como a tecnologia está inserida na vida diária e como mudamos os hábitos e inserimos novos conceitos, e falou que estamos vivendo a era das mudanças exponenciais.

Allan Costa. Foto: Itamar Aguiar/Agência Freelancer.

Falou em coragem para modificar os rumos, e numa verdadeira cultura empresarial enfatizando que, muitas vezes, olhando para o outro lado é que se encontram as oportunidades. Disse que não se planeja mais por longos prazos (o Google, por exemplo, planeja por três meses) e enfatizou que todos precisam de propósito.

Deixou claro também que a vida ganha sentido quando se troca as trilhas percorridas e conhecidas por aquelas menos percorridas para ver outras paisagens e deixarmos a mediocridade de lado. Para encerrar, lembrou que o mais triste é percebermos que nossos propósitos ficaram de lado e que a vida não nos dá mais tempo para cumpri-los.

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