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Analistas revisam previsões, e há quem veja dólar acima de R$ 4

Estimativas do Itaú e do Bradesco preveem inflação a 4,1%

09 de julho de 2018 - 11:59

Se o nervosismo do mercado é considerado por alguns analistas sinônimo de oportunidade, uma olhada mais de perto nas projeções dos principais indicadores econômicos indica que não faltarão chances de ganho nos próximos meses.

Após uma primeira rodada de revisões para baixo do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, analistas passaram a reexaminar a trajetória do dólar, hoje ao redor de R$ 3,90.

E também da inflação, cujas projeções saíram de 3,5% para 4% em apenas um mês, segundo o Banco Central.

A projeção é de piora para os indicadores, num cenário que engloba os efeitos da paralisação dos caminhoneiros sobre os preços e a alta da aversão ao risco com a escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Com real mais fraco e inflação um pouco mais pressionada, já há quem espere uma alta da taxa Selic em 2018, embora a maioria dos analistas ainda trabalhe com o juro básico no piso histórico (6,5%), pelo menos até o ano que vem.

Entre os grandes bancos, o Itaú piorou, na sexta-feira (6), as expectativas para o dólar no fim do ano, de R$ 3,70 para R$ 3,90. Pesou na decisão o cenário internacional turbulento e a previsão de não aprovação das reformas, em particular das que geram dinâmica fiscal mais sustentável nos próximos anos.

Em consequência, o banco elevou a projeção para a inflação de 3,8% para 4,1% este ano, influenciado ainda pelo reajuste acima do esperado na tarifa da Eletropaulo, de 15% para as residências.

Para completar o quadro, diante da deterioração das condições financeiras, o Itaú também reduziu as projeções de crescimento do PIB de 1,7% para 1,3% em 2018.

O Bradesco manteve o cenário para o dólar em R$ 3,60 no fim do ano, contando com uma retomada da agenda de reformas. Ainda assim, o banco ajustou a projeção para a inflação de 3,9% para 4,1%.

A estimativa ainda mantém a inflação abaixo do centro da meta, de 4,5% para 2018. Mas chama a atenção a velocidade em que as estimativas vêm sendo revisadas para cima.

No caso do Bradesco, mais uma vez a surpresa com o reajuste acima do esperado para a energia elétrica em São Paulo e os efeitos da paralisação dos caminhoneiros sobre preços de alguns produtos alimentícios contaram na decisão.

Apesar da piora do balanço de riscos, o banco ainda espera juros em 6,5% no fim do ano, pois julga incerto o efeito secundário da depreciação cambial sobre os preços.

Mais pessimista, a MCM Consultores espera que a taxa de câmbio encerre 2018 em R$ 4,20, influenciada pelo elevado nível de incerteza em relação à eleição presidencial. Já a corretora Spinelli sentencia: “acabou a paz no IPCA”.

Em razão disso, apesar da desaceleração econômica, a Spinelli diz que há evidências de que o BC deve iniciar um ciclo de alta dos juros já ao fim de outubro, com outra elevação em dezembro. O movimento deve levar a taxa básica para 7,25% já neste ano.

 

Fonte: Folha de São Paulo

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