1. Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil

  2. 27
Home / Notícias / CORRIDA AO PLANALTO

Álvaro Dias: “Não há força humana capaz de me fazer recuar em relação à candidatura”, diz senador na ACSP

Pré-candidato a presidente diz que é preciso “refundar a República” nos primeiros dias de governo e propõe administração com 14 ou 15 ministérios

05 de julho de 2018 - 16:36

O senador e pré-candidato a presidente da República Álvaro Dias (Podemos) afirmou nesta quarta-feira (5/7) que “não haverá força humana capaz de promover um recuo em relação à nossa candidatura”. A afirmação foi dada em encontro realizado na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no Ciclo de Debates promovido pela entidade com os pré-candidatos.

“Se querem convergência para o centro, que convirjam para esta proposta”, declarou em relação a especulações de que o Podemos poderia desistir da corrida presidencial para apoiar Geraldo Alckmin. De acordo com Dias ― que já foi governador do Paraná ― a eleição deste ano será a mais importante desde a redemocratização do Brasil. “É o momento de as pessoas lúcidas e conscientes exercerem o protagonismo, sob pena de repetirmos a tragédia que estamos vivendo”.

O pré-candidato criticou a situação da pobreza do país, onde 52 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza. “Mas a pobreza não é apenas o salário que não há ou o dinheiro que falta. A pobreza está estampada em todos os lugares”, disse em referência à falta de saneamento básico, água tratada, coleta de lixo e esgoto, desemprego e outros males sociais.

Ao rebater críticas recorrentes de que, como político longevo, nunca fez nada para reverter o quadro de mazelas brasileiras, o senador justificou que somente agora criou-se um meio possível para que isso fosse feito. “Antes eu só podia contestar, agora posso combater”. Para ele, o sistema político brasileiro é o “sistema da negociação, do balcão de negócios, do loteamento de cargos públicos”, classificando-o ainda como um “sistema de escândalos e corrupção fabricado em Brasília e levado para outros estados”.

Para reverter o quadro atual, Dias repetiu diversas vezes que é preciso “refundar a República” por meio de reformas constitucionais que permitam realizar ajustes fiscais e mitigar os entraves aos investimentos e à produtividade. “Essas reformas, como a do Estado, a política, a da Previdência, a trabalhista ― que tem de prosseguir e atingir um estágio de mais modernidade ―, incluindo e destacando sobretudo a tributária, são fundamentais para colocar o país no trilho do desenvolvimento”, defendeu o candidato, ressaltando ainda que tais reformas precisam ser colocadas à mesa nos primeiros dias de governo.

Sobre o sistema tributária brasileiro, considerado um dos mais complexos do mundo, Dias frisou que boa parte do que o governo arrecada “desaparece” em gastos com a Previdência e a folha de pessoal. “A conta não fecha”.

Para ele, apesar de parecer contraditório, “reduzir a carga tributária aumenta a receita. Eu fiz isso no Paraná. É possível, desde que você promova a redistribuição correta da responsabilidade pela receita, adotando um sistema progressivo”.

Dias argumentou ainda que a máquina pública precisa ser exemplo de eficiência nos gastos, com apenas 14 ou 15 ministérios. “Temos que enxugar o Estado, privatizar quase todas as empresas estatais após recuperarmos seu valor patrimonial, temos que invadir o Congresso, eliminar privilégios e acabar com todos os penduricalhos que ampliam o valor salarial das autoridades brasileiras devem ser extirpados”, disse o político, que se mostrou favorável à venda de “quase todas empresas estatais federais (…), criadas em sua maioria durante os governos do PT para serem cabides de emprego em um projeto de poder de longo prazo”.

Repercussão

“O senador está muito prestigiado em SP. É importante que pensemos no País e ouçamos aqueles que tenham uma proposição de melhorar a nossa vida”, comentou Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). Já o vice-presidente da ACSP/ Facesp João Bico comemorou a presença dos empresários que foram à sede da ACSP ouvir as propostas do senador. “Temos aqui uma plateia composta por lideranças empresariais que trabalham em prol de uma sociedade mais justa. Que na próxima gestão tenhamos uma condição de recolocação do Brasil nos trilhos”. Estiveram no encontro o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), George Pinheiro; o deputado estadual Pedro Kaká (Podemos) e a deputada federal Renata Abreu, presidente do Podemos.

Fonte: ACSP

Tags

Deixe seu comentário

Imprensa CACB - Jornalistas Responsáveis

  • Neusa Galli Fróes
    Froés berlato associadas

    Erick Arruda
    erick.arruda@cacb.org.br
  • neusa@froesberlato.com.br
    Telefones:
    (51) 3388 6847 / (51) 9123 6847

    E-mail geral da imprensa: imprensa@cacb.org.br
    Contato: (61) 3321 1311