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Ainda faltam passos para um mercado externo dinâmico

Corrupção, governos populistas, investimentos em infraestrutura são alguns desses passos para incrementar o comércio entre os países

20 de junho de 2018 - 19:50

Foto: Sandro Damasceno

O Brasil é o 11º parceiro da União Europeia com US$ 67 bilhões em 2017. É o primeiro, quando se trata de América Latina e em relação aos nove países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) mantem um comércio de US$ 3,4 bilhões. Um comércio que ganhou impulso de 60% favorável à balança comercial brasileira. Diante desta realidade, a diretora de Negócios da Apex-Brasil, Márcia Nejaim, iniciou o último painel do primeiro dia do 5º Fórum Nacional CACB Mil, que encerra nesta quinta (21), em Brasília.

No painel internacional América do Sul, CPLP e União Europeia, um caminho para a exportação brasileira, foram apresentadas as perspectivas de negócios e de relações comerciais que precisam, e muito, de incentivo, porque o espaço para crescer é potencialmente ativo.

Salimo Abdula, presidente da CE-CPLP. Foto: Raphael Gallo

O presidente da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), Salimo Abdula, lembrou que os nove países que compõem a Comunidade – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – são donos de um potencial de riquezas naturais e de espaço produtivo, através de terras aráveis, suficientes para tornar a CPLP uma potência mundial. “Com certeza precisamos de ajustes, mas a União Europeia reconhece e este potencial”.

Julián Dominguez River, presidente da AICO. Foto: Raphael Gallo

Já o presidente da Associação Iberoamericana de Comércio, Indústria e Serviços (AICO), Julián Dominguez River, lembrou das dificuldades dos 23 países da América Latina, do Caribe, da Península Ibérica e das comunidades de linha espanhola dos Estados Unidos. ”Trabalhamos para o aumento da produtividade, a promoção de investimentos e do desenvolvimento econômico”. Segundo ele, as perspectivas são ótimas em relação ao intercâmbio nos setores agroindustrial, bens de capital, energia renováveis, petróleo, siderúrgico e químico e turístico.

Mário Costa, presidente da UE-CPLP. Foto: Raphael Gallo

A União de Exportadores da CPLP (UE-CPLP), através de seu presidente, Mário Costa, também não tem dúvidas de que os nove países da Comunidade, pelas suas condições naturais, poderão, em três décadas, formar um bloco econômico potente e sólido. “Precisamos de mais integração”, enfatizou.

João Cravinho, embaixador da União Europeia no Brasil. Foto: Raphael Gallo

Para o embaixador da União Europeia no Brasil, João Cravinho, o acordo entre Mercosul e União Europeia ganha corpo, mas alguns de seus pontos ainda precisam de capital político. Os países do Mercosul ainda enfrentam problemas de corrupção e para combatê-la nada melhor do que a concorrência livre e a transparência.

Miguel Frasquilho, presidente do Conselho de Administração da TAP. Foto: Sandro Damasceno

Também o presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho, falou sobre intercâmbio comercial da União Europeia com os países membros da CPLP e lembrou que aumentou consideravelmente a frequência de voos entre os países. Deu ênfase a Portugal, com suas contas equilibradas, sua infraestrutura em ordem, frutos de investimentos que estão colhendo frutos. “Portugal é um país agregador”, concluiu.

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