Imprensa
Alteração

Reforma terá idade mínima de 62 anos para mulher se aposentar

Para homens, 65 anos

18 de abril de 2017 às 14:20

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta manhã (18) que o projeto de reforma da Previdência trará uma diferenciação na idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres. “Não há definição ainda, na medida em que o relatório será apresentado amanhã [19], mas a visão do relator é algo que se situa ao redor de 62 anos [para as mulheres; 65 anos para os homens].”

A mudança vai constar do substitutivo elaborado pelo relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), ao texto original enviado pelo governo. Pela proposta original do Executivo, as mulheres teriam acesso ao benefício da aposentadoria a partir dos 65 anos, mesma idade dos homens. A equiparação gerou reação de vários setores e motivou intensa negociação entre o governo e os parlamentares. O parecer deve ser lido amanhã (19) na comissão especial da Câmara que debate o tema.

Meirelles esteve reunido hoje, no Palácio da Alvorada, com o presidente Michel Temer, outros ministros e deputados da base aliada do governo. Segundo Meirelles, as mudanças que estão sendo negociadas com o Congresso são necessárias para viabilizar a aprovação de um projeto que assegure a eficiência e eficácia fiscal da reforma. Ele disse ainda que todas as mudanças já estão precificadas, e o governo espera que a reforma se aproxime 80% da proposta original.

“É um reforma que está dentro dos parâmetros que nós definimos como importantes para que o equilíbrio fiscal do país seja restabelecido. Portanto, a negociação é da maior relevância”, acrescentou o ministro.

Processo de discussão

De acordo com o ministro da Fazenda, o projeto está sendo negociado para atender também as demandas dos senadores, e a expectativa é que não haja grandes modificações no texto durante a tramitação no Senado. “O relatório não está pronto. Hoje é uma parte importante do processo de discussão.”

Após o café da manhã hoje no Palácio da Alvorada, o deputado Paulo Pereira da Silva(SD-SP), o Paulinho da Força, criticou a idade mínima para aposentadoria e defendeu o prosseguimento das negociações em torno desse ponto. Paulinho disse que, em relação à aposentadoria, a cada dois anos, aumentam-se 11 meses para as mulheres e dois anos para os homens, até chegar a 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens. “O governo tem que continuar negociando para melhorar essa fórmula. Considero que 62 anos para mulheres é muito alto ainda e 65 para homens, inaceitável.”

O ministro da Secretaria-Geral de Governo, Antonio Imbassahy, ressaltou que, com as alterações acordadas entre o governo e o relator, aumentou a disposição dos parlamentares para aprovar a reforma. “Pelo que a gente pode perceber, o ambiente modificou-se bastante: há realmente uma expectativa favorável para a aprovação da reforma da Previdência”, disse Imbassahy.

Parecer do relator

A diferenciação na idade mínima entre homens e mulheres também foi incluída pelo relator nas regras de transição. Segundo o relatório preliminar, não há corte de idade para entrar na transição e, neste período, o limite de idade para se aposentar é de 53 anos para a mulher e 55 para o homem.

O chamado pedágio sobre o tempo de contribuição durante a transição seria de 30% e não 50%, como proposto inicialmente. Maia reduziu também de 49 para 40 anos o tempo máximo de contribuição para o trabalhador receber o benefício integral da aposentadoria.

Se o trabalhador exerce atividade considerada de risco, o tempo total pode ser reduzido para 35 anos. Para os trabalhadores rurais, a idade mínima para se aposentar foi alterada de 65 para 60 anos, com 20 anos de contribuição, em vez de 25 como proposto originalmente pelo governo. A alíquota de contribuição do trabalhador rural também deverá ser reduzida, não podendo exceder 5%, como é feito com o trabalhador urbano de baixa renda.

Segundo a proposta do relator, professores e policiais poderão se aposentar aos 60 anos, com 25 anos de contribuição e 20 anos de exercício de atividade de risco. O relator manteve a proposta de inclusão dos parlamentares no regime geral da Previdência, com previsão de aposentadoria a partir dos 60 anos.

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a pensão permanecem vinculados ao salário mínimo. No caso das pensões, o relator prevê o acúmulo de aposentadoria e pensão de até dois salários mínimos e, para os demais casos, mantém a possibilidade de opção pelo benefício de maior valor.

A leitura do relatório completo está prevista para amanhã (19) na comissão especial da reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Brasil

 

Últimas Notícias

CMEC defende no BRICS maior participação de mulheres nas decisões sobre IA CMEC defende no BRICS maior participação de mulheres nas decisões sobre IA
LIDERANÇA FEMININA 11 de setembro de 2026 às 17:21

CMEC defende no BRICS maior participação de mulheres nas decisões sobre IA

Especialistas alertam sobre impacto do split payment nos negócios Especialistas alertam sobre impacto do split payment nos negócios
REFORMA TRIBUTÁRIA 10 de setembro de 2026 às 17:09

Especialistas alertam sobre impacto do split payment nos negócios

Estadão, Folha, O Globo, CBN, Valor: Manifesto da CACB sobre o STF ganha espaço na imprensa nacional Estadão, Folha, O Globo, CBN, Valor: Manifesto da CACB sobre o STF ganha espaço na imprensa nacional
NA MÍDIA 9 de setembro de 2026 às 17:22

Estadão, Folha, O Globo, CBN, Valor: Manifesto da CACB sobre o STF ganha espaço na imprensa nacional

Entidades empresariais cobram ética e apuração de crise no STF Entidades empresariais cobram ética e apuração de crise no STF
NOTA PÚBLICA 9 de setembro de 2026 às 14:03

Entidades empresariais cobram ética e apuração de crise no STF

CACB, ACSP e Fin reúnem especialistas para debater impactos do split payment CACB, ACSP e Fin reúnem especialistas para debater impactos do split payment
AVISO DE PAUTA 9 de setembro de 2026 às 11:57

CACB, ACSP e Fin reúnem especialistas para debater impactos do split payment

Senado adia votação da PEC 6×1 para depois das eleições Senado adia votação da PEC 6×1 para depois das eleições
VITÓRIA DO ASSOCIATIVISMO 3 de setembro de 2026 às 18:50

Senado adia votação da PEC 6×1 para depois das eleições

Soluções dedicadas ao empresário brasileiro.

Todos serviços

Conhecimento e informação nos conectam

Compartilhamos conteúdo do seu interesse

  •  

Eventos

Ver todos

Agenda dos Eventos Empresarias

Participe dos eventos organizados por entidades que apoiam os empresários do Brasil.

Busca

Fechar

Categorias de Serviços

Fechar

Categorias de Vídeos

Fechar

Entidades

Fechar
Logomarca Hotpixel