
Christoph Leitl, presidente da Eurochambres
Ao mesmo tempo que a revolução digital robotiza uma série de atividades, ela gera novas demandas no mercado. Dito isso, é preciso adaptar o ensino para as necessidades do futuro. O questionamento que se levanta é: como a tecnologia pode ajudar na disseminação do conhecimento e como o sistema educacional deve priorizar o acesso à tecnologia para as novas gerações?
Na manhã do dia 14/6, o 11th World Chambers Congress colocou em pauta a preparação da sociedade para os empregos do futuro na plenária “Repensando a educação: Habilidades para a economia global do futuro”.
Participaram do debate Tânia Cosentino, CEO da Microsoft Brazil; Olivier Crouzet, chefe de pedagogia da École 42; Victor Dosoretz, CFO da Câmara Argentina de Comércio; Gustavo Leal, diretor de operações do Serviço Nacional de Treinamento Industrial (Senai) da Confederação Nacional da Indústria; e Christoph Leitl, presidente da Eurochambres. O debate foi moderado por Daniel Kok, diretor-gerente da ICC Academy.
Leitl, representando a Eurochambres, parabenizou a organização do evento e ressaltou que é de iniciativas como o #11WCC que o mundo precisa, pois é das câmaras de comércio a missão de buscar soluções para os desafios que o mundo enfrenta e de apresentá-las às autoridades políticas: “Nós, as câmaras, somos mais necessárias do que nunca. Somos responsáveis pela prosperidade global”, completa.
Tania Cosentino, da Microsoft, que descreveu a posição da empresa como “no olho do furacão da quarta revolução industrial”, apontou como objetivo principal a democratização do acesso à tecnologia digital. Falando sobre ética, a CEO, formada em engenharia elétrica, afirmou que “não é sobre o que a tecnologia pode fazer, uma vez que ela pode fazer tudo, é sobre o que decidimos fazer com ela”, se referindo à capacidade de reverter mudanças climáticas e combater a pobreza, por exemplo.
Olivier Crouzet frisou a importância de investir em setores não convencionais da educação: “é preciso ensinar trabalho em equipe, resolução de problemas e autoaprendizagem”. Segundo Crouzet, não se sabe quais habilidades serão requisitadas no futuro, portanto, é preciso ensinar os jovens a se reinventarem e a aprenderem por conta própria.

Tânia Cosentino, CEO da Microsoft Brazil, e Olivier Crouzet, chefe de pedagogia da École 42
Dosretz falou sobre a importância da preparação da sociedade para os novos empregos que surgirão. Ele afirmou que as câmaras de comércio possuem a responsabilidade de identificar as necessidades do mercado e apontá-las ao resto da sociedade. Ele citou a coletividade como a linha que deve ser seguida: “A inteligência coletiva é muito mais importante do que a inteligência individual”.
Segundo Gustavo Leal, o objetivo do Senai e do Sistema Sebrae é preparar a juventude brasileira para as demandas do futuro industrial: “Com a aparição dos novos requisitos colocados no mercado, vai ser vencedor quem, nessa economia do conhecimento, efetivamente desenvolver políticas públicas que defendem a educação”. Leal explica que as novas tecnologias e educação se retroalimentam: “Precisamos voltar a educação para o treinamento para as novas tecnologias, e as novas tecnologias são os canais para oferecer essa educação”.
Congresso
O #11WCC reúne, desde o dia 12 de junho, mais de 1100 participantes de 100 países, no Windsor Convention & Expor Center, no Rio de Janeiro. Saiba mais em www.worldchamberscongress.org e confira a cobertura fotográfica completa em https://www.flickr.com/photos/_cacb/
Por Joana de Albuquerque da Assessoria do #11WCC