Senhoras e senhores:
Saudações ……
Dou as boas-vindas para todos que estão aqui e em total sintonia com o objetivo de criar o futuro compartilhado como propõe o tema de nosso encontro, cuja programação está rica e recheada de propostas e ideais que vêm de todos os cantos do mundo, formando um afinado coro de exemplos e experiências.
Para criar este futuro compartilhado, a marca registrada deste 11º Congresso Mundial, estão aqui, no Rio de Janeiro, cerca de mil representantes de quase 100 países. Trata-se de uma oportunidade única de colocar em pauta as formas como o multilateralismo pode promover o fortalecimento das nossas relações internacionais e o desenvolvimento das nossas nações.
Precisamos analisar as dificuldades que as lideranças em diferentes países enfrentam no desafio de unir-se contra o movimento de anti-globalização e, ainda com mais ênfase, estimular formas conjuntas de representação dos interesses empresariais. Afinal, as câmaras de comércio devem insistir em tomar para si a responsabilidade de distribuir entre seus membros e seus pares exemplos de melhores práticas, trocar ideias e inspirar novos pensamentos sobre as questões que afetam o dia a dia DE TODOS NÓS.
É uma honra receber o mundo aqui no Brasil e celebrar, em solo tupiniquim e com um público tão relevante para o nosso setor, os 100 anos da maior entidade internacional representativa das câmaras de comércio em todo o mundo – Vida longa à ICC, esta jovem centenária que caminha à frente de seu tempo e nos guia para a modernidade com passos firmes e exemplos prósperos. E é tendo como meta esta referência de sucesso que devemos trabalhar durante estes três dias – em busca de soluções que permitam a todos os países o acesso à inovação e às tecnologias, com base em uma economia sustentável e, principalmente, com foco na colaboração.
Proponho neste fórum, preparado para o debate que tem como lastro o desenvolvimento, que comecemos com o essencial: que cada país possa estimular a desburocratização e a competitividade, seguindo o caminho de maior integração e incorporando na agenda a abertura internacional.
Eliminar as barreiras comerciais deve ser nossa principal estratégia: afinal, se queremos crescer juntos, usar o comércio como uma ferramenta para promover o multilateralismo é, no mínimo, nossa obrigação.
O melhor lugar para debatermos os ajustes que nosso foco requer é aqui, neste Congresso, que tem como objetivo encontrar o ponto de equilíbrio para que nossas economias cresçam e distribuam, com justiça, seus frutos.
Para tanto, é necessário partilhar também crenças e valores – pois quando as políticas, as instituições e os sistemas são dignos de confiança, a economia tende a ir mais longe. Para crescer precisamos confiar uns nos outros, porque nossa força está exatamente na nossa maior característica: a cultura do associativismo. O poder dessa multiplicidade nos torna únicos.
Desejo a todos um bom Congresso e um produtivo aprendizado, na esperança de que possamos, juntos, mudar o mundo com nosso trabalho e com nossas ideias – para chegarmos celeremente ao futuro que sonhamos em compartilhar: e que ao alcançarmos esse futuro, ele seja um presente colaborativo, criativo e plural.
Bem-vindos e muito obrigado.

George Pinheiro, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB)