Crédito: Reprodução/ACDF
Celebrado em 15 de julho, o Dia Nacional do Associativismo reforça a importância da união entre empreendedores, empresas e entidades representativas na construção de um ambiente de negócios mais forte e competitivo. A data faz referência à fundação da Associação Comercial da Bahia, em 1811, considerada a primeira associação comercial do Brasil e da América Latina, e simboliza uma tradição que continua sendo essencial para o desenvolvimento econômico do país.
Mais do que representar interesses em comum, o associativismo vem se consolidando como uma ferramenta para fortalecer empresas de todos os portes. Ao integrar uma associação, empresários passam a compartilhar experiências, ampliar a rede de contatos, acessar informações estratégicas e participar de discussões que influenciam diretamente o ambiente de negócios. O resultado é uma atuação coletiva capaz de transformar demandas individuais em propostas com maior força de negociação.
Os benefícios também aparecem no dia a dia dos empreendedores. A troca de experiências permite que empresários aprendam com desafios já enfrentados por outros associados, reduzindo erros e encontrando soluções mais rapidamente. Além disso, eventos, encontros e grupos de trabalho favorecem a criação de parcerias, contato com novos clientes e fornecedores, fortalecendo uma rede de colaboração que vai além do relacionamento institucional.
Outro diferencial é o acesso à informação qualificada. Mudanças na legislação, questões tributárias, oportunidades de mercado e capacitações passam a chegar aos empresários por meio das entidades, permitindo decisões mais seguras e maior preparo diante das constantes transformações econômicas e tecnológicas.
Nesse contexto, a Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF) atua há quase sete décadas na representação do setor produtivo. Fundada em 1957, antes mesmo da inauguração de Brasília, a entidade acompanha o desenvolvimento da capital e busca fortalecer o empreendedorismo por meio do diálogo com o poder público, da inovação e da capacitação empresarial.
Segundo o presidente da ACDF, Fernando Pedro de Brites, a associação vem preparando os empresários para as mudanças provocadas pela inteligência artificial e pela automação dos processos produtivos.
“A ACDF criou 26 conselhos temáticos que interagem com o governo, o setor produtivo e a sociedade, oferecendo informações e contribuindo para preparar empresas e empreendedores para essa nova realidade”, afirma.
Para Brites, o associativismo é especialmente importante para as micro e pequenas empresas, que encontram nas entidades representativas uma forma de buscar soluções para problemas comuns e defender pautas de interesse coletivo. Segundo ele, a atuação conjunta já contribuiu para avanços importantes, como a simplificação de processos e a redução da carga tributária para pequenos negócios.
O presidente também destaca que a ACDF atua junto aos órgãos públicos para representar demandas relacionadas à segurança, ao ambiente regulatório e ao incentivo à livre iniciativa. Ao longo de sua história, a entidade participou da criação de instituições e programas considerados importantes para o desenvolvimento econômico do Distrito Federal, como o BRB, federações empresariais e iniciativas voltadas ao fortalecimento da indústria local.
Na prática

Imagem: Arquivo pessoal/ Glenda Marques
Os resultados do associativismo também são percebidos pelos empresários. Associada da ACDF há alguns anos, a empresária Glenda Marques conta que decidiu ingressar na entidade ao perceber que empreender sozinha limitava o crescimento do negócio.
“O primeiro benefício foi o acesso à informação qualificada sobre legislação, tributação e oportunidades de mercado. Além disso, ganhei uma rede de contatos que dificilmente construiria sozinha”, relata.
Segundo ela, muitas oportunidades surgiram justamente a partir da convivência com outros empresários. “Muitas boas parcerias começaram em conversas após reuniões e eventos. Um contato virou fornecedor de confiança, outro se tornou cliente. O associativismo cria um ambiente de confiança em que as oportunidades aparecem naturalmente”, afirma.
Para a empresária, outro ganho importante é o fortalecimento da representação do setor produtivo diante do poder público, especialmente em momentos de instabilidade econômica.
“Quando o empresário está sozinho, sua voz dificilmente chega ao governo. Em uma entidade representativa, ela ganha força. Essa atuação coletiva traz mais segurança para continuar investindo”, diz.
Glenda também destaca que o contato permanente com outros empreendedores ajuda a encontrar soluções para desafios comuns e melhora a gestão das empresas. “O isolamento é um custo invisível. Associar-se não é uma despesa, mas um investimento em conhecimento, relacionamento e força coletiva”, conclui.
O tema também está em debate no Congresso Nacional. O Projeto de Lei nº 3.245/2025 propõe a criação do Dia Nacional do Associativismo no calendário oficial do país. Para a ACDF, a iniciativa pode ampliar o reconhecimento das associações comerciais e fortalecer a cultura associativista no Brasil.
Acompanhe a cobertura completa sobre o Dia Nacional do Associativismo no site e no perfil da CACB no Instagram (https://www.instagram.com/cacboficial/). Leia a série de textos publicados e confira os depoimentos de presidentes de federações e de associações comerciais de todo o país.