
José Cordeiro de Lucena Neto administra empresa que leva o nome do seu avô. Foto: Arquivo pessoal
A empresa Comercial José Lucena (Comjol) é uma importante geradora de empregos em Natal (RN). Criado há mais de 70 anos, em 1952, o empreendimento tem cerca de 400 trabalhadores e atua no setor de materiais de construção.
“Oferecemos uma ampla variedade de produtos para obras, reformas e manutenção, atendendo tanto clientes finais quanto construtoras e profissionais da área”, conta José Cordeiro de Lucena Neto, que administra a empresa que leva o nome do seu avô.
O empresário diz que o lema da Comercial é aliar qualidade, bom atendimento e soluções práticas para todas as etapas da construção. Para aprimorar essas metas, José Cordeiro participou em do Programa Empreender, uma iniciativa da CACB, em parceria com o Sebrae, que ajuda à micro e pequena empresa a melhorar a gestão por meio de adoção de boas práticas, aumento da produtividade e incentivo ao uso eficientes de recursos.
José Cordeiro afirma que participar do projeto Empreender foi extremamente enriquecedor. “A troca de experiências com outros empresários do setor e o apoio técnico recebido contribuíram significativamente para aprimorar nossa gestão, identificar novas oportunidades de mercado e melhorar processos internos”, argumenta. Para ele, o networking gerado durante o projeto também trouxe parcerias estratégicas relevantes. O Empreender já atendeu mais de 100 mil empresários em 20 anos de existência.
O empreendedor acredita que a proposta de emenda constitucional que pretende reduzir a jornada de trabalho, de seis para quatro dias semanais, precisa ser avaliada com cautela. José Cordeiro entende que a mudança visa promover melhor qualidade de vida para os trabalhadores, mas é fundamental considerar os impactos práticos nas empresas, especialmente nas micro e pequenas, que já enfrentam desafios com custos operacionais elevados.
Uma redução da jornada, sem uma compensação proporcional na produtividade ou ajuste nos encargos trabalhistas, pode aumentar nossos custos com contratação ou horas extras”, adverte. Para ele, a medida afeta diretamente a margem de lucro e pode refletir em reajustes de preços ou redução da capacidade de investimento em melhorias e expansão.
No setor de material de construção, onde há grande movimentação de estoque e atendimento presencial e logística intensa, a menor disponibilidade de horas de trabalho pode comprometer a eficiência operacional, avalia José Cordeiro. “Isso pode gerar atrasos em entregas, menor agilidade no atendimento ao cliente e até mesmo sobrecarga da equipe”, reforça.
Para José Cordeiro, antes de propor mudanças na jornada de trabalho, o Brasil precisa investir mais em qualificação profissional, incentivo à inovação nas empresas e desburocratização das leis trabalhistas. “Melhorar o ambiente de negócios, com segurança jurídica e estímulo ao empreendedorismo, é essencial para aumentar a produtividade”, afirma. Além disso, segundo ele, é importante fomentar parcerias entre setor público e privado para capacitar a mão de obra e gerar empregos de forma sustentável.

Comercial José Lucena (Comjol), criado há mais de 70 anos, em 1952, tem cerca de 400 trabalhadores e atua no setor de materiais de construção. Foto: arquivo pessoal