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Tá Na Mesa: “Estamos passando por um momento de desrepressão”, afirma fundador do Brasil Paralelo

Declaração foi dada na reunião-almoço Tá na Mesa na Federasul, em Porto Alegre. Encontro contou com a presença do escritor Percival Puggina

12 de setembro de 2019 - 09:35

Nem mesmo os mais inventivos roteiristas de cinema conseguiriam criar uma sequência de fatos que acabaram por mostrar as vísceras de um país que se afoga na corrupção. Independente dos poderes ou status social, ela[corrupção] está presente em nosso dia a dia, seja no ato de furar a fila no banco, não devolver o troco errado ou, ainda, usar a carteirinha do filho para adquirir o ingresso no cinema. Com o tema “O Brasil de Hoje”, a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) propôs discutir esse controverso assunto, que é o futuro do País, e seus desafios, por meio de uma análise sobre o atual momento da República. No palco do Salão Nobre do Palácio do Comércio, a presidente da Federasul, Simone Leite, comandou um bate-papo descontraído com Henrique Viana, um dos fundadores da produtora de filmes Brasil Paralelo, e o escritor Percival Puggina, que domina o assunto política e conjuntura nacional com maestria.

O jovem Henrique é gaúcho, mas mora em São Paulo há muitos anos. Sua produtora de filmes é caracterizada pela desideologização dos fatos históricos do Brasil. Temas como o descobrimento do Brasil, Era Vargas e até o processo de impeachment de Dilma Rousseff já serviram de cenário para os documentários produzidos por eles. Apenas nos últimos três anos, a Brasil Paralelo lançou mais de 26 títulos. “Considero que o nosso papel é o de proporcionar a libertação intelectual da sociedade brasileira. Trata-se de um processo de desrepressão social”, disse Henrique.

Puggina, que acumula vasta experiência como crítico político, fez a plateia de empresários pensar em temas como composição do STF, a atual formação do Estado Brasileiro e, também, o papel da Constituição Federal. Para ele “não conseguiremos nunca evoluir com o atual texto constitucional. Ela forma e insere a cultura do “Estado de Bem Estar Social”, onde esse “Estado” é mais forte que a sociedade que o forma”, afirmou. Quanto à Suprema Corte brasileira, Puggina foi categórico ao afirmar que a atual formação do plenário não condiz com a realidade do Brasil “são pessoas de outro tempo e que não estão conectadas com o atual. Não temos nenhum ministro com viés mais liberal. Nossa Constituição engessa tudo o que queremos transformar e nos impede de crescer como Nação”.

Na conclusão da palestra, Henrique Viana afirmou que “o País é um grande tabuleiro de xadrez, onde os governantes usam as costas do povo como mesa. O Brasil só irá evoluir quando o seu povo se levantar e focar nas mudanças que precisamos, daí sim acabaremos com o famoso “jogo popular”.

Fonte: Federasul

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