Simone Tebet diz que manterá candidatura se vencer pesquisa protocolada pelos partidos do centrão
Declaração foi dada durante Ciclo de Debates com Pré-Candidatos à Presidência da República, realizado pela CACB, em parceria com o Conselho Político e Social (Cops) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Facesp; a senadora falou ainda sobre responsabilidade fiscal, reforma tributária, pobreza e insegurança jurídica e ambiental
16 de maio de 2022 às 18:00
A senadora e pré-candidata à Presidência da República pelo MDB, Simone Tebet, reforçou que mantém seu nome na corrida pela liderança do Executivo caso seja indicada pelo colegiado dos partidos MDB, PSDB e Cidadania. A expectativa é que os partidos definam sua indicação esta semana, após resultado de pesquisa encomendada sobre quem seria o candidato mais viável para a chamada terceira via. “Se, porventura, meu nome for indicado na pesquisa quali, eu serei pré-candidata pelo meu partido”, confirmou.
Simone deu a declaração na manhã desta segunda-feira (16/5), durante o Ciclo de Debates com Pré-Candidatos à Presidência da República, promovido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em parceria com o Conselho Político e Social (Cops) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).
Ao longo do debate, Tebet também fez longa exposição acerca de temas como responsabilidade fiscal, reforma tributária, pobreza e insegurança jurídica e ambiental. Encarregado pela abertura e encerramento, o presidente da CACB, Alfredo Cotait, fez sugestões para o plano de governo da pré-candidata. Como senadora, Cotait ainda reforçou a importância da luta no Congresso pela atualização das tabelas de faturamento do Simples Nacional. “Não é possível que as autoridades não entendam que essa atualização precisa ser anual. É uma questão de justiça. Ela está parada desde 2016, a inflação está correndo solta, o prestador de serviços e comerciante aumentam seus preços, mas não aumentam os negócios. Não se gera renda verdadeira”, ressaltou Cotait.
Como possível candidata ao cargo de presidente do Brasil, Tebet defendeu o fim da polarização e reforçou a importância da apresentação de um nome independente e conciso na disputa eleitoral. “Primeiro, é o fim da polarização ideológica e garantir um ambiente de paz no Brasil. Enquanto tivermos essas crises artificiais com debates entre esquerda e direita, pensando em, talvez em 2023, reconstruir o Brasil, não vamos sobreviver a 2022, e a toda a agenda de retrocesso que hoje paira no cenário nacional”, explicou. Ela destacou também que, à frente de uma agenda política ideológica, estão problemas como fome, miséria e desemprego.
Em matéria fiscal, a senadora aproveitou para criticar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 46/2021, que ela definiu como calote. “Aprovamos a PEC do calote, que vai ter um efeito devastador nas contas públicas. Utilizaram para abrir espaço para o orçamento secreto, que, sem transparência, entrega R$ 16 bilhões para currais eleitorais para atender parlamentares”, criticou. Para ela, é importante trabalhar com a PEC 110, da reforma tributária, que tramita atualmente no Congresso, fazendo as eventuais alterações que forem necessárias.
Questionada pelo presidente da Federação das Associações Comerciais do Pará, Alberto Oliveira, sobre projetos ligados à Amazônia e para ajudar as pessoas que lá vivem, Tebet respondeu que é possível manter a floresta de pé e gerar empregos. “Óbvio que temos que integrar floresta em pé e produtividade. Colocar regras claras: desmatação ilegal zero, regularização fundiária onde precisa, e levar política pública específica de produtividade para essa região”, completou.
A presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), Ana Claudia Badra Cotait, ressaltou que, apesar de serem maioria no número de eleitores, as mulheres são minoria na política. Para Tebet, o processo de mudança nessa área se dá aos poucos, com investimentos na educação e com atenção para o voto e para a representatividade. “È um Brasil muito subrepresentado. A gente tem que entender que estamos votando em nome de um país muito diverso, além de desigual”, analisou.
Já o presidente da Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Norte, Itamar Manso, que também é vice-presidente da Micro e Pequena Empresa da CACB, buscou tratar de um problema em destaque na vida do brasileiro: a alta nos preços da gasolina e do diesel, e a relação com o setor produtivo. “É diálogo. As portas da Casa Civil precisam estar abertas para todos os setores”, disse a candidata.
Assista à íntegra do debate:
O próximo pré-candidato a ser ouvido no Ciclo deve ser Felipe d’Ávila, do partido Novo, em data a confirmar.