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Setor de serviços recua 0,2% em março, diz IBGE

No acumulado no trimestre, setor acumula queda de 1,5%. No acumulado em 12 meses, índice está negativo desde junho de 2015 e encerrou março com recuo de 2%

15 de maio de 2018 - 10:04

O setor de serviços recuou 0,2% em março na comparação com fevereiro, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já na comparação com março do ano passado, a queda foi maior, de 0,8%.

No acumulado no 1º trimestre, o indicador de atividade de serviços caiu 1,5%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já na comparação com o 4º trimestre, houve queda de 0,9%, levando o setor de volta para o vermelho, após avanço de 0,5% no trimestre imediatamente anterior.

No acumulado em 12 meses, o índice está negativo desde junho de 2015 e encerrou março com recuo de 2%. Porém, o ritmo desta queda tem desacelerado desde abril de 2017, quando ficou em -5,1%.

Na análise por setores, houve queda em 3 das 5 atividades pesquisadas. O maior recuo foi verificado nos serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,8%), seguido pelos segmentos de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,8%) e outros serviços (-0,4%).

Por outro lado, tiveram alta os serviços de informação e comunicação (2,3%) e os serviços prestados às famílias (2,1%).

Apesar da recuperação em março, os serviços prestados às famílias ainda acumularam queda de 2,4% no 1º trimestre.

Já o índice de atividades turísticas avançou 2,0% em relação a fevereiro.

Segundo o IBGE, apenas 8 dos 27 estados tiveram recuo no volume dos serviços em março de 2018, na comparação com fevereiro, com destaque para o Rio Grande do Sul (-2,9%). As maiores altas foram verificadas no Rio de Janeiro (0,8%), no Distrito Federal (4,1%) e em São Paulo (0,2%).

Já na comparação com igual mês de 2017, houve queda em 22 das 27 unidades da federação. Os maiores foram observados em Minas Gerais (-3,2%), Bahia (-6,9%), Rio Grande do Sul (-3,7%) e Ceará (-8,9%). Já a a expansão mais relevante para o índice nacional veio de São Paulo (1,4%).

Recuperação lenta

O Brasil vem mostrando dificuldade em engatar um ritmo consistente de recuperação no início deste ano, mesmo em um ambiente de inflação e juros baixos, uma vez que o desemprego segue alto e limita o consumo num ano eleitoral carregado de incertezas.

Dados já divulgados pelo IBGE mostraram que a indústria e o comércio também perderam ritmo no 1º trimestre. As vendas do varejo cresceram 3,8% no acumulado no 1º trimestre, a quarta alta consecutiva, porém em um ritmo mais lento do que nos últimos três trimestres.

Já a produção da indústria brasileira caiu 0,1% em março frente a fevereiro, encerrando o primeiro trimestre estagnada, na comparação com o trimestre anterior.

Os economistas do mercado financeiro reduziram na última semana a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 2,70% para 2,51%, segundo pesquisa Focus do Banco Central.

Fonte: G1

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