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Pela primeira vez, mercado financeiro passa a projetar inflação acima do centro da meta

Economistas ouvidos pelo Banco Central no boletim Focus agora preveem IPCA de 4,21% este ano; centro da meta perseguida pelo BC é de 4%

07 de dezembro de 2020 - 13:25

Foto: Jorge William / Agência O Globo

Com a adoção da bandeira vermelha nas contas de energia elétrica em dezembro, os economistas do mercado financeiro alteraram de forma relevante a previsão para o IPCA – o índice oficial de inflação – em 2020. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 7, pelo Banco Central, mostra que a projeção para o IPCA neste ano foi de 3,54% para 4,21%. Há um mês, estava em 3,20%.

Com isso, a projeção dos economistas para a inflação ficou, pela primeira vez, acima do centro da meta de 2020, de 4% (com uma margem de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo). A projeção para o índice em 2021 foi de 3,47% para 3,34%. Quatro semanas atrás, estava em 3,17%. No caso do próximo ano, a meta é de 3,75%, também com margem de 1,5 ponto.

As mudanças nas previsões surgem na esteira do anúncio, em 30 de novembro, da retomada do sistema de bandeiras tarifárias na conta de luz em dezembro, com taxa extra de R$ 6,243 a cada 100 kWh consumidos. Por causa da pandemia do novo coronavírus, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vinha praticando a bandeira verde, sem cobrança de taxa extra.

Em novembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação de outubro foi de 0,86%. Em 12 meses, a taxa acumulada está em 3,92%.

Previsão para a Selic fica inalterada

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2020. O boletim Focus trouxe que a mediana das previsões para a Selic neste ano seguiu em 2% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar.

Já a projeção para a Selic no fim de 2021 permaneceu em 3% ao ano, ante 2,75% de quatro semanas atrás. No caso de 2022, a projeção seguiu em 4,5% ao ano, igual a um mês antes. Para 2023, seguiu em 6%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.

Em outubro, ao manter a Selic em 2% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central disse que “a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno”. Na próxima quarta-feira, 9, o colegiado anuncia o novo patamar da taxa básica.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), as projeções foram alteradas. A expectativa para a economia este ano passou de retração de 4,5% para queda de 4,4%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 4,8%.

Para 2021, o mercado financeiro alterou a previsão de alta de 3,45% para 3,50%. Quatro semanas atrás, estava em 3,31%.

Fonte: Estadão

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