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Mulher empreendedora

07 de março de 2016 - 19:34

Neiva Kieling*

Em tempos de crise, empreender é uma alternativa que vem sendo a única possibilidade para muitas pessoas. Para as mulheres esta é uma realidade já há um bom tempo. No Brasil 52% de micro e pequenas empresas são lideradas por elas. Mas não é apenas a crise que faz as mulheres empreenderem.
A flexibilidade de agenda de trabalho e a possibilidade de estar perto da família são alguns dos motivos que as fazem elas trocarem os empregos formais por outras formas de ganhar a vida. Para muitas o dinheiro não é o mais importante, mas sim a possibilidade de fazer a diferença. Isso traz felicidade.
Qual a mulher que constitui família que nunca pensou em ter mais tempo? E não é tempo livre. É tempo para dedicar aos filhos, à criação dos futuros cidadãos.
As corporações tem dificuldades de reter as profissionais depois que elas constituem família pela dificuldade de compatibilizar a agenda de trabalho, não flexível com as demandas familiares. Isso sem contar com as diferenças salariais e a dificuldade de acesso a cargos de liderança. Nada mais justo que no mês da mulher, possamos lutar juntas por melhores condições para as mulheres, sejam elas empresárias, funcionárias, profissionais liberais, donas de casa. Afinal, lá atrás, mulheres trabalhadoras e mais tarde sutiãs foram queimados para que pudéssemos ter igualdade.
Foi para ajudar essas mulheres que são empreendedoras ou querem empreender que nasceram os núcleos de mulheres empresárias nas associações comerciais de todo o Brasil. Santa Catarina é o maior movimento do País. São cerca de mil mulheres empreendedoras em 53 cidades catarinenses trabalhando juntas pelo seu desenvolvimento profissional e pessoal, intensificando sua rede de contatos e se empoderando de sua importância para ações de liderança em sua cidade. Todos os Núcleos recebem suas diretrizes do Conselho Estadual da Mulher Empresária da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), que é a maior entidade de empreendedorismo feminino do nosso Estado.
O desafio agora é levar tudo que fizemos em quatro anos em Santa Catarina para todo o Brasil através do Conselho Nacional da Mulher Empresária. Recém empossada presidente deste Conselho, pretendo liderar um trabalho de diagnóstico do potencial empreendedor feminino nas mais de 2 mil associações empresariais de todo o Brasil. Precisamos saber quantas somos, onde estamos e qual nossa categoria de serviço, indústria, varejo e outros. Vamos construir através de parcerias com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) a internacionalização de ações dessas empresas, e através da ONU Mulher participar de um movimento de atividades relevantes às questões de gênero.
Além do desafio à frente do Conselho Nacional, temos desafios diários nas nossas empresas, principalmente no momento pelo qual passamos. Precisamos encontrar soluções para a crise que vivemos hoje. Precisamos de inovação, confiabilidade e entusiasmo para conduzir nossas empresas na esperança de saber que vamos encontrar o caminho certo. Precisamos nos unir ainda mais para que possamos sensibilizar quem decide que a situação hoje é insustentável. Os desafios são grandes, mas vale a pena tentar.

*Empresária catarinense e presidente do Conselho Nacional da Mulher Empresária (CNME)

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