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Inflação desacelera em agosto, mas tem alta de 8,97% em 12 meses

A inflação medida pelo IPCA fechou agosto com alta de 0,44%, mas resultado em 12 meses ainda é muito acima do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%

09 de setembro de 2016 - 15:22

Rio – A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou agosto com alta de 0,44%, ante uma variação de 0,52% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa fechou agosto no maior patamar para o mês desde 2007, quando estava em 0,47%.
O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de uma taxa de 0,35% a 0,48%, com mediana de 0,44%. O grupo Alimentação e Bebidas, que de 1,32% em julho foi para 0,30% em agosto, é o principal responsável pela desaceleração do IPCA.
A taxa acumulada no ano foi de 5,42%. Em 12 meses, o resultado ficou em 8,97%, ainda muito acima do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%.

O grupo Alimentação e Bebidas, que de 1,32% em julho foi para 0,30% em agosto, é o principal responsável pela desaceleração do IPCA

O grupo Alimentação e Bebidas, que de 1,32% em julho foi para 0,30% em agosto, é o principal responsável pela desaceleração do IPCA

O grupo dos alimentos, nas regiões pesquisadas, apresentou variações entre -0,48% e 1,26%, enquanto havia se situado entre 0,96% e 2,06% em julho. Entre os produtos que contribuíram para conter a taxa destacam-se a batata-inglesa (-8,00%) e o feijão-carioca (-5,60%), que deram as maiores contribuições para a redução do IPCA (-0,03 p.p., ambos). Ainda assim, o feijão-carioca, que exerceu forte pressão nos os últimos meses, acumula alta de 136,57% no ano. Já a batata-inglesa aumentou 13,39% no ano.
Além de Alimentação e Bebidas (de 1,32% em julho para 0,30% em agosto), outros três grupos, dos nove pesquisados, mostraram desaceleração: Artigos de Residência (de 0,53% para 0,36%), Transportes (de 0,40% para 0,27%) e Comunicação (de 0,02% para -0,02%). A desaceleração do grupo Transportes se deve, em grande parte, às passagens aéreas, com queda de 3,85% em média. Os preços das passagens aéreas recuaram em 10 das 13 regiões pesquisadas e as três exceções foram Rio de Janeiro (7,50%), Belo Horizonte (6,15%) e Brasília (3,11%).
Entre os grupos em aceleração, Educação (0,99%) e Despesas Pessoais (0,96%) foram os mais elevados. Educação refletiu o resultado apurado na coleta realizada em agosto a fim de captar a realidade dos preços praticados no segundo semestre do ano letivo.
Fonte: Estadão

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