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Incorporar ESG exige compreensão e rigor das organizações

Os principais fatores motivadores de transformação no mundo empresarial estão ligados ao posicionamento de investidores institucionais e dos consumidores

22 de outubro de 2021 - 18:19

O conceito de sustentabilidade nas empresas ganhou mais força nos últimos anos com a pauta ESG, sigla em inglês que corresponde às práticas ambientais, sociais e de governança. Quando lembramos dos princípios das boas práticas da governança corporativa, veremos que um deles é a responsabilidade corporativa, em que o zelo pela viabilidade de uma organização vai além da dimensão econômica, abrangendo o capital intelectual, humano, social, ambiental, reputacional, entre outros.

Dessa forma, aumenta o dever de todos os agentes das sociedades empresariais e da alta administração avaliar os impactos que suas decisões trazem a todos com quem se relacionam, direta ou indiretamente, bem como o meio ambiente. Criar conexão entre a agenda ESG e o modelo de negócios da empresa também exige que a busca pelas adequações tenha uma ampla compreensão e rigor para implementá-la.

Já há algum tempo foram criados selos de reconhecimento para empresas que atuam em linha com as preocupações de meio ambiente. Muitas buscaram se qualificar para recebê-los, mas este processo corre o risco de tornar-se apenas um checklist a ser cumprido em vez de transformar-se de fato em práticas corporativas. Houve casos de empresas que, apesar de fazerem parte dessas listas qualificadas, acabaram sendo retiradas por terem causado desastres ambientais e sociais.

A má conduta fez até surgir o termo greenwashing, para as companhias que fazem verdadeiras maquiagens verdes, a fim de parecer que se comportam como quem se preocupa genuinamente, o que não se comprova na prática. Mais um ponto para a sociedade ficar alerta, o que é real e o que é fake na conduta empresarial.

Hoje em dia, os principais fatores motivadores de transformação no mundo empresarial estão ligados ao posicionamento de investidores institucionais e dos consumidores. Estes têm o poder de transformar a condução de negócios de uma empresa, principalmente pela influência de uma nova geração de consumidores mais consciente e que impõe novas demandas de produção e consumo.

As agendas dos Conselhos de Administração e da Diretoria precisam incorporar os temas pertinentes ao ESG e mantê-los linkados às metas e aos indicadores de desempenho. Algumas empresas estão criando Comitês dos Conselhos e posições executivas no alto escalão, de forma a dar o peso e a relevância que este assunto merece.

Os objetivos e as diretrizes corporativas precisam ser ajustados a esta nova visão, assim como as novas competências de liderança precisam ser treinadas e incorporadas nas suas condutas, garantindo a tangibilização das ações relativas ao ESG no cotidiano.

As metas e os sistemas de avaliação e premiação, bem como as políticas de consequências precisam contemplar estas novas práticas e, a partir daí, as ações poderão fortalecer a imagem da empresa, por uma comunicação a todos os públicos, internos e externos, com transparência, dando a possibilidade de que seja comprovada esta nova realidade corporativa.

*Artigo do presidente da MESA Corporate Governance, Luiz Marcatti

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